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Trem Noturno para Palermo

Contos de Viagem · aprox. 7 min de leitura · Maiores de 18

O cheiro de metal e ar viciado envolve Lena quando ela abre a porta estreita do compartimento. Uma mistura de diesel, produtos de limpeza e o perfume adocicado de uma mulher desconhecida. O trem noturno para Palermo já está partindo, as luzes da estação de Roma deslizam como contas de âmbar líquido. Jonas está bem atrás dela, a mão em seu quadril, empurrando-a suavemente para dentro do espaço. O compartimento é pequeno, duas camas uma de frente para a outra, uma mesa dobrável, uma janela que reflete a escuridão. Ela joga a bolsa no beliche de baixo e se vira para ele. Seus seios se esticam sob o tecido fino do vestido, os mamilos se destacam, duros de excitação e frio. Ela sente a calcinha já úmida, uma área molhada e quente que pressiona contra seus lábios vaginais.

— Finalmente a sós — sussurra ele, e a voz dele soa mais grave que o normal, mais rouca. Lá fora, as luzes mudam, o trem acelera. Lena sente a vibração do chão através das solas dos sapatos, um zumbido constante que penetra seu corpo. Ela tira a jaqueta, deixa-a cair sobre o beliche. O olhar de Jonas é escuro, investigativo. Ele fechou a porta atrás de si, a fechadura encaixou audivelmente. Sem passagem, só eles dois naquela gaiola oscilante de aço e veludo. O coração dela martela contra as costelas, o sangue sussurra em seus ouvidos quando ela olha para ele. A calça dele estica sobre a virilha, o contorno do pau dele se desenha claramente, grosso e duro, pronto para tomá-la.

— Quero sentir você — diz ela, e parece uma ordem, embora ela tenha dito como um pedido. Ele se aproxima, os dedos deslizam pelo pescoço dela, pressionam a pele macia sob a orelha dela. Os lábios dele encontram os dela, quentes e exigentes. O beijo tem gosto de café e do ar salgado do mar que verão em algumas horas. Os joelhos de Lena ficam moles, ela se apoia no peito dele, sente o tecido duro da camisa, o calor por baixo. O trem balança, uma curva os joga um contra o outro. Ele a segura, os braços se fecham ao redor dela, prendendo-a. A língua dele invade a boca dela, desliza sobre os dentes, exigente e gananciosa. Ela sente o corpo reagir, a umidade entre as pernas vira uma verdadeira inundação que encharca a calcinha.

— Esperei o dia todo por isso — murmura ele contra a boca dela. — Por isso. Você só para mim. Ela não responde, em vez disso puxa-o para o beliche de baixo. O colchão é duro, o lençol cheira a goma. Acima deles, a janela, preta exceto por um ou outro poste de luz que passa voando. Lena se deita, Jonas se inclina sobre ela, o corpo dele tenso, como se fosse pular a qualquer momento. Ela arranca a camisa dele, os botões saltam, um rola pelo chão, fica embaixo da mesa dobrável. Ele ri baixinho, um som rouco que atinge o fundo da barriga dela. O peito dele está nu, os músculos se desenham sob a pele, os mamões endurecidos. Ela passa as mãos sobre o peito dele, sente o calor que emana dele, e o próprio desejo dela se torna quase insuportável.

As mãos dele estão em toda parte, empurram o tecido do vestido dela para cima, roçam as coxas dela. Ela não usa nada por baixo, só a pele nua que se arrepia sob os dedos dele. Ele geme ao perceber. — Sua diabinho. — Lena sorri, uma sensação de triunfo misturada com vergonha. Ela planejou, sim. Mas agora, sob o olhar ardente dele, parece uma exposição. Ele se ajoelha, tira o vestido dela pela cabeça, joga-o descuidadamente no outro beliche. Depois os sapatos dela, um por um, cada um com um leve plop. O trem chacoalha sobre uma junção, o som penetra pelas paredes, lembra que não estão sozinhos no mundo, que lá fora há pessoas, condutores, outros passageiros. Mas aqui, neste espaço, só Jonas importa.

Ele se inclina, os lábios roçam a barriga dela, uma linha delicada do umbigo para cima. Ela inspira bruscamente, a língua dele desenha padrões, círculos que vão se fechando lentamente. As mãos dele seguram os quadris dela, o polegar acaricia o osso, exatamente onde a pele é mais fina. Lena enterra os dedos no cabelo dele, as mechas são macias, cheiram a lavanda do hotel em Roma. Ele tomou banho esta manhã, enquanto ela ainda estava na cama, e ela o viu, a água escorrendo pelas costas dele. Agora ela sente o gosto do sabonete na pele dele, salgado e límpido. A língua dele desce mais, sobre a barriga, os quadris, até chegar entre as pernas dela. Ela sente a respiração quente dele na boceta molhada dela, diretamente nos lábios vaginais, e treme toda. A boceta dela está completamente molhada, os lábios inchados e rosados, o clitóris pulsando de desejo.

— Jonas — sussurra ela, e o próprio nome soa estranho, como uma prece. Ele levanta a cabeça, os olhos dele estão pretos, as pupilas dilatadas. — Diz de novo. — Ela balança a cabeça, puxa-o para perto, as pernas se enroscam na cintura dele. O tecido da calça dele esfrega a parte interna nua dela, uma textura áspera que a enlouquece. Ela quer senti-lo, direto, sem barreiras. As mãos dela vão para o cinto dele, o metal estala, o zíper cede. Ele se endireita, tira a calça e a cueca num movimento que ela acha inconscientemente gracioso. Então ele está de novo sobre ela, nu, a pele quente, o peso do corpo dele um alívio. O pau dele pressiona a barriga dela, duro e pulsante, a glande úmida de uma gota de líquido pré-ejaculatório. Ela sente o calor que emana dele, o calor do corpo dele que se pressiona contra o dela.

O trem dispara pela noite, a escuridão lá fora é total. Só a pequena lâmpada sobre o beliche ilumina, um amarelo quente que projeta sombras. Lena pode ver cada linha do rosto dele, o leve sulco entre as sobrancelhas quando ele se concentra, o tremor do canto da boca. Ela toca o rosto dele, percorre a mandíbula até a orelha. Ele vira a cabeça, beija a palma da mão dela, a língua um traço úmido. Então ele recua, o olhar desce pelo corpo dela. Ela está deitada diante dele, aberta, as pernas ligeiramente afastadas, e ela não sente vergonha. Não aqui, não agora.

— Quero ver você — diz ele, e a voz dele está rouca. Ele se endireita, ajoelhado entre as pernas dela, as mãos nos joelhos dela. Lentamente ele as empurra para abrir, até que ela está completamente exposta. O ar do compartimento passa sobre a pele úmida dela, esfriando-a, enquanto uma onda de calor sobe dentro dela. Ela treme, mas não de frio. O polegar dele encontra a boceta dela, desliza pela umidade, traça os contornos dos lábios vaginais. Lena solta o ar, um som, meio suspiro, meio gemido.

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