O cheiro de náilon úmido e resina de pinheiro pairava pesado e quase palpável no ar. Felix estava deitado em seu colchonete, com a cabeça virada para o lado, ouvindo o assobio da tempestade que varria a lona da barraca como uma fera. O tecido fino vibrava a cada rajada de vento, e a chuva tamborilava um ritmo irregular, quase sexual — uma pulsação constante que penetrava sob a pele. Ao lado dele, a apenas um braço de distância, Lena respirava profunda e uniformemente. Ou será que ela só fingia? Seu peito subia e descia numa lentidão reveladora que soava mais como controle do que como sono. Seu pau começou a se agitar na apertura da cueca boxer, uma primeira pulsação inegável que ele não conseguia suprimir. A visão do corpo dela, tão perto e tão distante, fazia seu sangue correr mais quente.

„Você já está dormindo?“, ele perguntou baixinho. Nenhuma resposta. Apenas o murmúrio da chuva e o leve tremor das pálpebras dela. Ele se virou de costas e encarou a escuridão. O frio subia do chão através do saco de dormir, um sopro úmido que se instalava em seus ossos. Lá fora, um galho estalou — um som seco e agudo que rasgou o silêncio. Felix fechou os olhos e tentou sentir o calor do corpo dela ao seu lado, embora estivessem separados. Não conseguiu. A saudade queimava como fogo aberto em seu peito, e seu pau, agora completamente duro, pressionava contra o tecido de sua bermuda. Ele podia sentir o calor em sua virilha, um desejo insaciável que se intensificava a cada respiração.
Eles eram colegas de quarto há dois anos, dividindo um apartamento pequeno na cidade. Esse fim de semana de acampamento tinha sido ideia de Lena: „Sair um pouco, fugir da rotina.“ Ele concordou sem hesitar, como sempre. Mas desta vez algo era diferente. Desde que chegaram à floresta, uma tensão pairava no ar que não tinha nada a ver com o clima — uma densidade elétrica que carregava cada palavra, cada toque. Felix não conseguia nomeá-la, mas ela estava alojada em seu peito, uma pressão leve que não o soltava. O cheiro do xampu de Lena, misturado ao aroma úmido da floresta, entrava em suas narinas e deixava seu pau ainda mais duro. Ele imaginava como a tomaria, como penetraria nela, e a imagem era tão intensa que ele teve que gemer baixinho.
Lena se mexeu. O saco de dormir farfalhou sedoso. „Felix?“ A voz dela soava esfumaçada, sonolenta — um tom escuro que o atingiu fundo.
„Sim?“
„Você também está ouvindo isso?“
„A chuva? Sim.“
„Não. Aquilo.“ Ela fez uma pausa. „Nossa respiração. Como soa como se estivéssemos muito próximos — como se estivéssemos nos tocando sem nos tocar.“
O coração de Felix deu um salto, martelando contra suas costelas como um pássaro preso. Ele não sabia aonde ela queria chegar. „Talvez estejamos mesmo“, ele disse, e se arrependeu imediatamente. Direto demais. Nu demais. Seu pau contraiu com o pensamento, e ele sentiu uma gota de pré-gozo escorrer de sua glande, encharcando o tecido de sua bermuda.
Por um momento, ficou em silêncio. Então ele ouviu ela se sentar, abrir o saco de dormir. „Posso ir para aí? Estou com frio.“ A voz dela tremia levemente — um tremor que não vinha do frio.
„Claro.“ Sua voz soava rouca, quase estranha. Ele abriu espaço, puxou o zíper de seu saco de dormir — um som agudo na escuridão. Ela deslizou para dentro, seu corpo fresco e trêmulo. O perfume de xampu, misturado com lã úmida, subiu até seu nariz — um cheiro doce e terroso que o deixou tonto. As pernas dela tocaram as dele, e ele sentiu sua pele se acostumando a compartilhar o calor dela, como cada centímetro de contato o fazia desejar mais. Seu pau duro pressionou contra a coxa dela, e ele sentiu ela estremecer, mas não recuar.
Agora ela estava deitada perto dele, suas costas contra seu peito. Ele podia sentir a curva suave do quadril dela, o sopro quente de sua nuca. Cautelosamente, ele passou um braço em volta dela, sua mão descansando em sua barriga — plana, mas cheia de tensão. Ela respirou fundo, e ele sentiu seu peito subir e descer, seu pulso pulsar sob seus dedos. Os dedos dela encontraram os dele e se entrelaçaram — uma promessa silenciosa. „Isso é bom“, ela sussurrou. „Apenas ficar assim.“
„Sim“, ele murmurou, sua boca perto da orelha dela. Sua respiração a fez estremecer — um tremor sutil que percorreu todo o corpo dela. Ele sentiu os pelos da nuca dela se eriçarem, e sorriu na escuridão, um tremor triunfante em seus lábios. Sua mão deslizou mais para baixo, sobre a barriga dela, e ele sentiu o calor que emanava de sua pele. Seu pau pulsava contra a parte de trás da coxa dela, e ele não conseguiu evitar se pressionar mais perto dela.
Ela se virou, de modo que ficou de frente para ele. Seus rostos estavam a apenas centímetros um do outro. Ele podia ver o brilho dos olhos dela, a luz fraca que passava pelo teto da barraca — um fio prateado fosco que desenhava suas contornos suavemente. „Felix?“, ela perguntou baixinho. Sua voz agora estava rouca, carregada.
„Mhm.“
„Preciso te dizer uma coisa.“ Ela virou a cabeça para ele. Ele não conseguia ver os olhos dela no escuro, mas sentia seu olhar — quente, investigativo, nu. „Eu… ultimamente tenho pensado muito em você. Diferente.“ A palavra pairou entre eles, pesada e doce como mel.
Seu pulso martelava contra as costelas, um redemoinho selvagem de tambores. „Eu também.“ As palavras saíram baixas, mas claras — mais firmes do que tudo que ele já dissera. „Há semanas. Eu não sabia como dizer.“
Ela se aproximou. Sua mão encontrou a dele sobre o cobertor. „Então somos dois.“ Seus dedos se enrolaram nos dele, firmes e quentes — uma âncora na escuridão. „Tenho medo de estragar o que temos.“ Sua voz tremeu, quase quebrou.
„Talvez a gente estrague se não fizer“, ele respondeu. Ele não sabia de onde tirava aquela coragem, mas a escuridão lhe dava uma liberdade estranha — uma ousadia que o surpreendia.
Lena riu baixinho, um som quente e gorgolejante. „Isso parece coisa de filme ruim.“
„Desculpa.“
„Não. Está bom.“ Sua mão soltou a dele e vagou até seu peito. Ela sentiu a batida rápida do coração sob seus dedos, a pulsação selvagem. „Você está batendo como um louco.“
„É por sua causa.“ Sua voz estava rouca, carregada.
Ela se inclinou. Seus lábios roçaram sua bochecha, depois sua boca — um sopro, uma promessa. O beijo foi hesitante, uma preliminar de perguntas e respostas. Felix levantou a mão e a colocou na nuca dela, puxando-a suavemente para mais perto. Os lábios dela se abriram, e ele provou o sopro salgado de sua pele, o resto de chá em sua língua — um gosto amargo-doce que o puxou para mais fundo. O beijo se aprofundou.
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