Lembro-me exatamente do momento em que percebi que sentia algo mais por Lena. Era uma terça-feira à noite, três meses depois de ela ter se mudado para minha casa. Ela estava deitada no sofá, com as pernas sobre o meu colo, rindo de uma sitcom idiota. A risada dela — aquela risada sem filtro, rouca, que vinha lá do fundo da garganta — me atingiu como um choque elétrico direto no peito. E agora, meses depois, estamos aqui de novo, o mesmo filme passando, mas o clima é diferente, mais pesado, mais carregado.

Sinto o calor da coxa dela na minha perna, como uma chama suave que queima através do tecido da minha calça jeans. O cheiro dela, de baunilha e algo defumado, sobe pelo meu nariz — um cheiro que me persegue toda noite, que se infiltrou nos meus travesseiros. Minha mão está apoiada no encosto do sofá, a centímetros do ombro dela, tremendo de desejo reprimido. O filme segue em frente, mas eu não absorvo mais nada. Meu pulso bate contra minhas têmporas como um animal enjaulado, e um pensamento gira sem parar: Fala pra ela. Agora. Ou você vai enlouquecer. Meu pau já está duro, pressionando contra o zíper da calça, uma pulsação dolorosa que quase me deixa louco. Consigo ouvir o sangue zumbindo nos meus ouvidos enquanto tento respirar fundo, aproveitar a proximidade dela antes que tudo exploda.
A Confissão
“Lena?” Minha voz sai mais rouca do que eu pretendia, quase como um arranhão na garganta. Ela vira a cabeça para mim, os olhos castanhos brilhando na luz da TV como âmbar líquido. “Sim?” Engulo em seco, minha boca seca. “Preciso te falar uma coisa.” Ela se senta, puxa os joelhos contra o peito — um gesto vulnerável que me faz desejá-la ainda mais. “Parece sério.” Eu assinto, procurando palavras que não soem como um roteiro ruim. “Eu… eu sinto mais por você. Há muito tempo. Além da amizade. Tanto mais que está me rasgando por dentro.” Silêncio. Apenas o zumbido baixo da geladeira na cozinha, o tique-taque do relógio na parede. Então ela respira fundo, o peito se eleva. “Eu também. Queria te dizer há tanto tempo, mas tive medo de te perder.”
É como se alguém tivesse virado uma chave, como se o próprio ar ao nosso redor crepitasse. A mão dela encontra a minha, os dedos se entrelaçam, quentes, firmes, infinitamente certos. O filme está esquecido. Nós nos encaramos, e o mundo lá fora não existe mais — só nós dois, neste casulo de desejo. Eu me inclino para a frente, devagar, para dar tempo a ela de recuar. Ela não recua. Os olhos dela se arregalam, os lábios se entreabrem. Nossos lábios se encontram — um beijo hesitante, tateante, que explode instantaneamente dentro de mim. A boca dela é macia, tem gosto de vinho tinto e sal, e eu mergulho nela como num mar de calor. Minha mão livre desliza para a nuca dela, puxando-a para mais perto, até sentir o batimento cardíaco dela contra o meu peito. O beijo se torna mais exigente, mais faminto, nossas línguas dançam uma dança selvagem que grita por mais. Sinto a língua dela na minha boca, quente e flexível, explorando meus lábios, e eu chupo, mordo de leve o lábio inferior dela, o que arranca um gemido baixo dela. A respiração dela fica pesada, se mistura com a minha, e posso sentir o gosto doce da saliva dela na minha língua.
As Preliminares
Nós nos separamos, sem fôlego, ofegando como depois de uma corrida. Lena sorri, um brilho malicioso nos olhos que me deixa duro na hora. “Filme cancelado na hora”, ela sussurra, rouca. Eu sorrio, meu coração disparado. “Aprovado por unanimidade.” Ela se levanta, estende a mão para mim, os dedos tremendo levemente de excitação. “Vem.” Eu a sigo até meu — não, nosso — quarto. A luz está baixa, apenas o abajur do corredor projeta um brilho quente e dourado que acaricia a silhueta dela.
Ela se vira para mim, e eu vejo a leve insegurança no olhar dela, o que me excita ainda mais. Eu me aproximo, coloco as mãos nos quadris dela, sinto o calor do corpo dela através do tecido fino. “Tem certeza?”, pergunto, embora já leia a resposta nos olhos dela. Ela assente, mais firme agora, o olhar claro. “Sim. Eu quero isso. Há meses. Sonhei com você me tocando.” Minhas mãos deslizam por baixo da blusa dela, a pele por baixo é sedosa, quente, e eu sinto os arrepios se formando sob meus dedos. Puxo o tecido para cima, e ela levanta os braços para me ajudar, os seios dela se erguem. O sutiã dela — simples, preto, com uma borda fina de renda — aperta sobre os seios, desenhando cada curva. Eu me inclino e beijo o pescoço dela, o lugar atrás da orelha, onde sinto o pulso dela pulsando descontroladamente. Ela suspira baixinho, as mãos dela se enterram no meu cabelo, me puxando com mais força.
Meus dedos encontram o fecho do sutiã dela e, com uma prática que adquiri em inúmeras fantasias, abro-o com um clique rápido. O tecido cai, e os seios dela aparecem — cheios, pesados, os mamilos já duros, eriçados como pequenas bagas. Eu pego um na boca, circulo com a língua, chupo de leve, enquanto minha mão massageia o outro, amassa, rola o mamilo entre o polegar e o indicador. Lena geme, um som profundo, gutural, se pressiona contra mim. “Me toca”, ela sussurra, rouca, a voz quase um sopro. Minha língua viaja do mamilo dela para o seio, chupando suavemente, enquanto amasso o outro seio, a pele dela sob meus lábios tem gosto de leite doce. A respiração dela acelera, em golfadas, as mãos dela se agarram aos meus ombros, as unhas se cravam. Eu solto o seio e beijo devagar pelo abdômen dela, sentindo-a tremer sob meus lábios, os músculos se tensionarem. “Continua”, ela implora, a voz um súplica, e isso me impulsiona.
Eu me ajoelho entre as pernas dela, que ela abriu ligeiramente, pronta para mim. A pele dela brilha na luz fraca, úmida de suor e desejo, e eu vejo o quanto ela já está molhada — uma mancha molhada na calcinha dela que quase me enlouquece. O tecido é transparente, e posso distinguir os contornos escuros dos lábios da vagina dela, que se desenham sob o pano molhado. Eu me inclino e beijo a parte interna das coxas dela, primeiro uma, depois a outra, cada vez mais alto, até chegar à borda dos lábios da vagina dela. O cheiro dela é intenso, de mulher e excitação, um aroma que dilata minhas narinas e deixa meu pau ainda mais duro. Enterro o rosto na calcinha dela, inalo o cheiro dela, sinto o calor que emana da boceta dela. Ela estremece quando minha língua toca o tecido, e eu sinto ela ficar ainda mais molhada. “Por favor”, ela geme.
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