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A última máscara

Contos de Estranhos · aprox. 7 min de leitura · Maiores de 18

O cheiro de cera de abelha e perfume pairava pesado no ar, pesado como uma promessa não dita, quando Lara atravessou as altas folhas da porta de entrada. O salão do antigo palácio da cidade brilhava à luz de milhares de velas, cujas chamas dançavam refletidas nas máscaras dos convidados, revelando seus segredos por um instante. Seu vestido de veludo preto abraçava seus quadris como uma segunda pele, enquanto ela descia lentamente a escada de mármore, cada passo um sussurro silencioso na pedra fria. Ela não tinha encontro marcado, nenhum acompanhante – apenas a antecipação do desconhecido, que vibrava em seu ventre como uma borboleta selvagem.

Os degraus pareciam lisos e frescos sob seus pés, mesmo através das finas solas de seus sapatos – um frio delicioso que rastejava por seu corpo e aguçava seus sentidos. Ela respirou fundo, deixando o aroma de rosas e âmbar penetrar em si, que subia de um queimador de incenso dourado, e sentiu seu peito se elevar e abaixar. Seus dedos deslizaram sobre o corrimão de mármore, adornado com ornamentos foliáceos filigranados, a suavidade fria sob seu toque. Cada passo era uma descoberta, um mergulho em um mundo que existia apenas para aquela noite – um mundo cheio de promessas.

O Olhar Através da Máscara

No bar, ela pediu um Gin Tônico, a rodela de limão boiando preguiçosamente entre os cubos de gelo que tilintavam suavemente. Ela sorveu, deixando o líquido frio percorrer sua língua, o amargor do gin se misturando com a doçura do tônico, e deixou seu olhar vagar pela multidão. Fantasias de sonhos venezianos, meias-máscaras de penas, larvas douradas. Cada um escondia algo, cada um procurava algo. Sua meia-máscara preta com finos fios de prata fazia cócegas em suas têmporas, e ela sentiu o tecido tocar suavemente sua pele, uma lembrança constante do segredo que carregava – o segredo de seu próprio desejo.

Então ela o viu. Ele estava meio na sombra de uma coluna, uma máscara branca simples no rosto, que deixava apenas a boca e o queixo descobertos. Seu terno escuro vestia perfeitamente, a camisa branca brilhava à luz das velas e fazia seus ombros largos parecerem ainda mais marcantes. Ele ergueu seu copo – uma saudação silenciosa – e ela sentiu algo se contrair em seu peito, um leve puxão profundo em seu ventre. Nenhum arrepio, nenhum estalo, apenas uma certeza calma: Esta noite seria diferente. Sua buceta já começava a ficar molhada, um calor suave se espalhando entre suas pernas, e ela apertou as coxas rapidamente para intensificar a sensação.

Ela se virou, sorveu novamente de sua bebida, deixou o líquido frio correr sobre sua língua. O amargor do gin se misturava com a doçura do tônico. Ela se perguntou quem ele poderia ser, o que ele procurava. Seus pensamentos giravam em torno de sua figura, a maneira como ele segurava o copo, com uma naturalidade que lhe inspirava confiança – e um calor que começava a pulsar entre suas pernas. Ela imaginou como suas mãos explorariam seu corpo, como seu pau duro estaria dentro dela, e com esse pensamento sua buceta ficou ainda mais molhada.

Ele não veio imediatamente. Só depois de quinze minutos, quando ela colocou o copo de lado e saiu para o terraço, ele a seguiu. O ar frio da noite fez sua pele arrepiar, e ela aspirou o cheiro de folhas úmidas e flores tardias, enquanto seus mamilos se eriçavam sob o veludo de seu vestido. Ela se apoiou no parapeito de pedra, olhou para baixo, para o parque, onde as árvores projetavam sombras negras. Suas mãos descansavam na pedra fria, e ela sentiu a aspereza da superfície sob a ponta de seus dedos, um contraste terroso com a suavidade de sua pele.

“Você conhece o nome do vento?”, perguntou ele baixinho atrás dela. Sua voz era profunda, com um tom rouco que rastejou por sua nuca e provocou arrepios em seus braços, que se estenderam até seu colo.

Ela se virou. “Não. Mas ele carrega o cheiro de flores de tília.” Ela sorriu, virou a cabeça ligeiramente para vê-lo melhor. A luz das velas do salão incidia sobre seu rosto, fazendo suas maçãs do rosto se destacarem, a linha forte de seu maxilar.

Ele sorriu sob a máscara, aproximou-se. “Eu me chamo… mas nomes são papel moído esta noite. Chame-me como quiser.”

“Então vou te chamar…” Ela hesitou, deixou seu olhar percorrer seus ombros, até se fixar em seus lábios. “… o Estranho de Camisa Branca.”

Ele riu baixinho, e o som era como veludo em sua pele, uma vibração profunda que ela sentiu em seu peito e que desceu diretamente para seu colo. Sua mão se ergueu, roçou seu braço, quase imperceptível. Mesmo assim, o lugar onde seus dedos a tocaram queimava, e ela desejou que ele a agarrasse com mais força, a pressionasse contra o parapeito e sentisse seu corpo sobre o dela. Ela queria sentir suas mãos em seus seios, seus dedos em sua buceta, seu pau fundo em sua garganta.

Eles ficaram um momento em silêncio, a quietude interrompida apenas pelo farfalhar das árvores e pela música distante. Ele deu mais um passo, e agora ela podia sentir o calor de seu corpo, o cheiro almiscarado de sua pele, que se misturava com o aroma de tília. Sua respiração acelerou, e ela sentiu seus seios subirem e descerem sob o veludo.

A Dança das Mãos

Eles voltaram para o salão, onde um quarteto de cordas tocava uma valsa lenta. Os violinos balançavam em uma melodia suave que fluía pelo salão e colocava os casais na pista em movimento. Ele colocou a mão em sua cintura, puxou-a suavemente para a dança. Seus dedos pressionaram através do veludo fino, sentindo o calor de seu corpo, e ela sentiu sua pele se aquecer sob seu toque. Ela seguiu sua liderança, deixou-se girar, as saias voaram e revelaram um vislumbre de suas pernas esbeltas. Seus olhares não se encontraram – ela viu sua boca, a leve curva dos lábios, a sombra da barba por fazer, e imaginou como esses lábios se sentiriam se ele lambesse sua buceta.

Sua mão vagou por suas costas, traçando cada vértebra enquanto se moviam no ritmo. Ela sentiu o leve ponto de pressão onde seus dedos repousavam em sua coluna, e a pressão enviava pequenos arrepios por seu corpo. Seu vestido esticava sobre seus seios, e ela percebeu como seus mamilos se eriçavam sob o veludo, duros e sensíveis, prontos para seu toque. Ela respirava mais rápido, sua boca ficou seca, e ela sentiu sua buceta ficar ainda mais molhada.

“Você está tremendo”, murmurou ele, sua boca perto de sua orelha. Sua respiração era quente em sua pele, e

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