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Lena volta para Tom

Contos de Longa Distância · aprox. 7 min de leitura · Maiores de 18

O cheiro de querosene e café requentado ainda estava impregnado nas roupas de Lena quando ela passou pela porta de vidro do pequeno prédio de apartamentos. Era um odor químico e acre, que se misturava ao gosto metálico do cansaço em sua língua. Ela passara as últimas três horas no avião meio dormindo, meio sonhando com ele, e agora, na escadaria, cada passo era uma pulsação em seu peito. Seus pensamentos já estavam com ele, com seu cheiro, suas mãos, a sensação do pau duro dele dentro dela, que ela sentira falta todas as noites sozinha na cama. Meses de separação, de desejo, de masturbações secretas onde imaginava ele a possuindo – e agora estava a apenas alguns metros dele. Sua boceta já estava molhada, só de pensar em como ele ia foder ela, como ia enfiar o pau grosso fundo nela até ela gritar.

A Primeira Hesitação

Na porta do apartamento, ela parou. Ouvia uma música baixa vinda de dentro, algo melancólico com um violão suave. Seu coração batia tão alto que temia que ele pudesse ouvir. Ela tinha a chave que ele lhe dera meses atrás, mas não queria simplesmente irromper. Em vez disso, apertou a campainha. Um toque curto e agudo, depois passos. A porta se abriu, e lá estava ele: Tom, com o cabelo levemente bagunçado, uma camiseta cinza e aquele sorriso que ela pintara na memória mil vezes, mas que agora, na luz real, era diferente – mais suave, mais verdadeiro, com uma sombra de incredulidade nos olhos.

— Oi — disse ele baixinho.

— Oi — sussurrou ela de volta.

Por uma batida de coração, eles ficaram parados, separados por apenas um metro, e então ele estava junto dela, seus braços em volta do corpo dela, seu cheiro — sabonete, pele quente, um toque de xampu de lenhador — a envolveu. Ela enterrou o rosto na curva do pescoço dele, inspirou fundo, e a tensão dos últimos meses se dissolveu num único e longo suspiro. Sentiu o corpo dele contra o seu, o calor, a tensão muscular, e, sob o tecido da calça jeans, o começo da dureza que pressionava sua barriga. Uma onda quente inundou seu ventre, e ela sentiu sua boceta ficar molhada, só pela proximidade dele. Ela já podia sentir a umidade entre suas pernas, seus lábios se abrindo, prontos para ele.

— Senti tanto a sua falta — murmurou ele no cabelo dela.

— Eu também. Deus, eu também. — A voz dela tremia. Ela se apertou mais contra ele, sentindo o pau duro dele, que agora se destacava claramente, e um gemido baixo escapou dela. Ela esfregou o ventre contra a dureza dele, sentindo o tecido da calça jeans pressionar sua boceta encharcada.

Eles se soltaram, se olharam. A mão dele passou pelo rosto dela, afastou uma mecha de cabelo. — Você parece cansada — disse ele, e ela riu baixinho.

— Estou mesmo. Mas agora não mais. — Não mais, desde que sentira a dureza dele. Desde que soubera que ele a desejava tanto quanto ela o desejava.

Ele pegou a bolsa dela, puxou-a para dentro do apartamento. Era um cômodo pequeno e aconchegante, com um sofá-cama, uma escrivaninha cheia de livros e uma cozinha americana. Na mesa, uma garrafa de vinho tinto e dois copos ao lado. — Pensei que poderíamos brindar — disse ele, servindo. Ela pegou o copo, bebericou, o sabor aveludado de cereja e carvalho se espalhou em sua língua. Mas ela não queria vinho. Ela queria ele.

— A nós — disse ela, colocou o copo de lado e deu um passo em direção a ele, seus seios quase tocando os dele, seus olhares se fixaram.

— A nós. — Ele brindou com ela, mas ela não bebeu. Em vez disso, colocou o copo na mesa, pegou o dele e o pôs de lado, ignorado. — Quero te beijar — disse ela, e soou como uma confissão, uma admissão de todas as noites em que imaginava a língua dele na boca dela, o pau dele na boceta dela.

— Por favor. — A voz dele estava rouca, a respiração superficial.

Os lábios deles se encontraram. No início, suaves, quase exploratórios, como se precisassem se acostumar um com o outro novamente. Mas então o beijo se aprofundou, mais exigente. Ela abriu a boca, sentiu a língua dele procurando a dela, e uma onda quente inundou seu corpo. Suas mãos enfiaram no cabelo dele, puxando-o para mais perto. Ele gemeu baixinho, as mãos deslizaram pelas costas dela, puxando-a para si, até ela sentir a dureza do corpo dele, a dureza túrgida do pau dele pressionando sua barriga. Ela se esfregou nele instintivamente, o quadril em círculos, e sentiu sua boceta queimar de desejo. O tecido da calça jeans ficou molhado de excitação, e ela podia sentir a pressão da glande dele através das camadas.

— Quero te foder — sussurrou ela na boca dele, direta, sem rodeios. — Quero que você me pegue. Agora. Imediatamente.

Ele não respondeu, apenas a puxou consigo, pelo corredor, até o quarto. O colchão rangeu sob eles quando caíram na borda da cama. Ela puxou a camiseta dele, ele ajudou a tirá-la pela cabeça, e então o peito dele estava livre — a pele lisa e quente, os pelos leves que ela tanto amava. Ela colocou a mão no coração dele, sentiu a batida rápida sob a ponta dos dedos. Mas ela queria mais. Queria o pau dele.

— Devagar — sussurrou ele, mas a respiração dele estava pesada. — Quero sentir cada momento.

Ela assentiu, inclinou-se e beijou o pescoço dele, mordiscando suavemente o lugar onde a pulsação batia. Ele estremeceu, gemeu. Os lábios dela desceram, sobre a clavícula, o mamilo, que ela acariciou com a ponta da língua até ele se eriçar sob o toque. Ele tinha gosto salgado, um pouco doce, gosto dele. Mas enquanto explorava o corpo dele, a mão dela desceu mais, sobre a barriga, até encontrar o cinto da calça. O couro rangeu, a fivela cedeu, e então a calça dele estava aberta. Ela a empurrou para baixo das pernas dele com um movimento, e ele saiu, nu exceto pela cueca boxer, que mal conseguia esconder a excitação dele. A protuberância era enorme, o tecido esticado sobre a dureza túrgida abaixo. Uma mancha escura, onde a glande dele pressionava, revelava que ele também já estava pingando.

Ela se sentou, pegou a barra da blusa, puxou-a pela cabeça. O sutiã seguiu, e os olhos dele se arregalaram quando os seios dela ficaram livres. — Vem cá — disse ela, a voz grossa e rouca de desejo. Ela puxou-o para cima de si, sentiu o peso, o calor do corpo dele sobre o seu. A mão dele deslizou sobre a barriga dela, por baixo da saia, sobre o tecido úmido da calcinha. Ela arqueou as costas quando os dedos dele roçaram sua fenda, e um calafrio de prazer percorreu seu corpo.

— Você está tão molhada — murmurou ele, empurrando a calcinha para o lado.

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