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A mudança que mudou tudo

Contos de Amizade · aprox. 7 min de leitura · Maiores de 18

O primeiro golpe me atingiu em sua festa de aniversário, quando ela dançava rindo sob a luz das fileiras de luzes, com a cabeça jogada para trás. Seu cabelo brilhava como cobre líquido, e eu estava na borda, uma cerveja na mão, e de repente havia aquele puxão no peito — não um desejo passageiro, mas algo mais profundo, que me assustou. Agora, meses depois, nesta noite abafada em sua sala semi-vazia, esse sentimento está de volta. Mais intenso do que nunca. Meu pau já estava duro quando a observei o dia inteiro durante a mudança, como ela se abaixava, como sua bunda esticava no jeans apertado, como o suor escorria pelo seu decote. Eu a queria, não havia mais dúvida.

A última caixa

“Mais uma caixa”, digo, enxugando o suor da testa. “Depois terminamos.” Léa acena, seu rosto está vermelho do esforço. Trabalhamos o dia inteiro: carregamos móveis, empilhamos caixas, montamos prateleiras. O novo apartamento dela é espaçoso, claro, mas agora parece um canteiro de obras. A última caixa está na cozinha, pesada com louças. Eu a levanto, coloco na bancada, e quando me viro, Léa está bem atrás de mim. Ela respira pesadamente, seus peitos sobem e descem sob a camiseta fina e molhada de suor. Eu podia ver as pontas duras de seus mamilos, como se estivessem perfurando o tecido.

“Obrigada, Lukas. Sem você, eu nunca teria conseguido.” A voz dela soa rouca, cansada, mas seus olhos estão despertos. Ela me olha, e esse olhar — eu o conheço desde que corremos juntos na chuva aos quatorze anos, mas hoje à noite ele tem algo desonesto. Talvez seja pelo silêncio que paira entre nós, ou porque o dia nos amoleceu. Dou de ombros. “O que são amigos, afinal?” Uma tentativa fraca de manter a leveza, enquanto meu pau pulsava dentro da calça e uma mancha molhada se espalhava na minha cueca.

Ela dá um passo mais perto. O cheiro dela — misturado com suor e perfume — sobe ao meu nariz. Era um cheiro animal, que me deixava ainda mais excitado. “Você sempre age como se nada fosse”, diz ela baixinho. “Mas eu vejo você.” A mão dela sobe, toca minha bochecha. O toque é leve como uma pluma, mas me atinge como um golpe. Sinto o calor dela, as pontas dos dedos úmidas. “Nunca te vi assim.” Ela deixou a mão descer mais, sobre meu peito, minha barriga, até repousar no cinto da minha calça. Seus dedos cutucaram o couro. “Você está tão duro”, sussurrou ela, e eu sabia que ela sentia meu pau através do tecido.

A confissão

Meu coração martela contra as costelas. Quero dizer algo, mas minha garganta está como que apertada. Léa deixa a mão cair, balança a cabeça. “Esquece. Devo estar louca. O dia foi longo demais.” Ela quer passar por mim, mas eu a seguro pelo pulso. Viro-a. “Não. Espera.” Os olhos dela estão arregalados, questionadores. Respiro fundo. “Eu também tenho algo a confessar. Há muito tempo.” As palavras saem aos tropeços, mas estão ditas. “Eu quero mais. Quero você. Mais que amizade.” E então acrescentei mais baixo: “Quero te foder, Léa. Tão forte que você grite meu nome.”

Por um batimento cardíaco, nada acontece. Então o rosto dela muda — o cansaço cai, por baixo há algo nu, faminto. “Deus, Lukas”, sussurra ela. “Eu também. Só não tive coragem.” Ela fica na ponta dos pés, a boca perto da minha. Sinto a respiração dela, quente e rápida. “Então faz logo”, digo, e ela ri baixinho, antes de me beijar. Mas o beijo não foi suave. Ela mordeu meu lábio inferior, puxou-o entre os dentes, até eu sentir o gosto de sangue.

Primeiros toques

O beijo não é delicado, mas exigente. Ela abre meus lábios com a língua, e eu saboreio sal, café, ela. Minhas mãos deslizam em seu cabelo — é macio, úmido do calor. Puxo-a para mim, pressiono o corpo dela contra o meu, e sinto o batimento cardíaco dela, selvagem e impetuoso. Ela geme baixinho na minha boca, e o som desencadeia algo em mim. Empurro minha mão sob a barra da camiseta dela, passo sobre as costas nuas. A pele dela é lisa, quente, e sob meus dedos os músculos se arrepiam. Alcancei mais fundo, encontrei o fecho do sutiã dela e o abri com um clique habilidoso.

“Quero te sentir”, murmura ela contra meu pescoço. “Inteiro. Agora.” Ela dá um passo para trás, puxa a camiseta pela cabeça. Os seios dela são envolvidos por um sutiã de renda preta que os levanta. Mas agora o sutiã pendia solto, e eu via a curvatura dos peitos dela, as curvas macias, os mamilos claros que pressionavam a renda. Deixo meu olhar vagar — sobre a suave elevação, a cintura fina, a curva dos quadris dela. Ela não cora, mas sustenta meu olhar. Desafiadoramente. “E você? Também quer me ver?”

Meus dedos tremem quando abro os botões da minha camisa. Ela me ajuda, tira-a dos meus ombros, e as mãos dela demoram no meu peito. “Imaginei isso muitas vezes”, diz ela. “Como você deve ser, quando te toco.” Ela arranha levemente sobre meus mamilos, e eu me encolho. “E agora eu sei.” Ela sorri, um sorriso malicioso que me enlouquece, inclina-se e chupa meu mamilo. Sua língua o circulava, enquanto sua mão abria meu cinto. Ela puxou minha calça para baixo, deixou minha cueca seguir. Meu pau saltou, duro e grosso, a glande brilhava da umidade que escorria de mim.

“Oh, Lukas”, sussurrou ela, “esse é enorme.” Ela o pegou na mão, pesou-o, passou o polegar sobre a glande. Eu gemi quando ela apertou suavemente. “Acha que ele cabe dentro de mim?”, perguntou ela com uma piscadela. Eu só pude assentir, minha cabeça vazia. Ela se ajoelhou, abriu a boca e colocou meu pau na boca. Senti sua língua quente e úmida, que percorreu a parte inferior, depois seus lábios, que se fecharam ao redor da glande. Ela chupou, primeiro suavemente, depois mais forte, enquanto sua mão envolvia a haste e deslizava para cima e para baixo. Agarrei seu cabelo, empurrei-a mais fundo, até que o reflexo de garganta dela se ativou. Ela engasgou, mas aguentou, o colocou inteiro dentro de si. Fodi o rosto dela, devagar no começo, depois mais rápido, até ela tossir e se soltar, uma gota de saliva no lábio.

No quarto

Nos beijamos pelo corredor, quase tropeçamos nas caixas, até chegarmos ao quarto dela. A cama ainda não está arrumada, só um colchão no chão. Mas isso não importa. Ela se deita nele, puxa-me para si. Beijo seu pescoço, o lugar macio atrás da orelha, e ela geme, crava as unhas nas minhas costas. “Sim”, sussurra ela. “Bem aí.” Eu b

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