L Lorotica O portal erótico multilíngue

Parado no sétimo andar

Contos de Escritório · aprox. 7 min de leitura · Maiores de 18

A luz bruxuleou apenas uma vez, depois apagou-se – e com ela, qualquer fachada de controle. Por um batimento cardíaco, reinou a escuridão absoluta, tão densa que senti o calor da minha própria respiração nos lábios. Então, a iluminação de emergência acendeu, um laranja pálido que recortou o rosto de Lina em sombras e luz. Ela estava a meio metro de distância, a pasta apertada contra o peito, e eu ouvi sua respiração suave quando a cabine parou com um solavanco. O elevador tinha parado, preso entre dois andares, e o silêncio que se seguiu era pesado como chumbo. Senti a escuridão se fechar ao nosso redor, não ameaçadora, mas cheia de tensão, como se o próprio ar estivesse carregado com algo invisível.

— Ótimo — murmurou ela. Nada de pânico, mais irritação – aquele tom que eu conhecia das reuniões, quando o projetor falhava ou uma planilha do Excel travava. Lina era minha assistente há dois anos, e ela odiava perder o controle. Eu também odiava. Talvez fosse por isso que nos atritávamos constantemente: dois animais alfa no mesmo território, se espreitando sem admitir. O corpo dela estava tenso, os ombros erguidos, mas os olhos percorriam meu corpo, como se procurassem algo, algo que eu pudesse dar a ela.

Peguei meu celular. Sem sinal. — Presos. O alarme deve chegar logo. — Minha voz soou mais calma do que eu me sentia. O elevador era apertado, muito mais apertado que o normal. Senti o perfume dela – bergamota e cedro, que ela usava desde que eu tinha mencionado de passagem uma vez. Burrice minha. Um elogio traidor. O cheiro pairava no ar, misturado ao cheiro metálico do elevador e a um toque de suor vindo da tensão dela. Eu quase podia ouvir o coração dela, um ritmo rápido e irregular que me contagiava.

Ela se encostou na parede, braços cruzados. — Típico. Justo hoje, que eu queria sair às sete. — Havia um tom na voz dela que eu não conseguia decifrar – não cansaço, mas algo vibrante, expectante. O olhar que ela me lançou era investigativo, avaliador. Como sempre quando questionava minhas ordens, mas hoje havia algo diferente, uma curiosidade desafiadora. Os lábios dela estavam ligeiramente abertos, e eu vi o brilho úmido neles, que me fez pensar em um beijo que nunca ousei dar.

— Você tem medo do escuro? — perguntei. Era para ser uma provocação, uma pequena alfinetada, mas ela levou de outro jeito. Os olhos dela escureceram, as pupilas se dilataram, como se ela visse algo que eu não podia ver.

— Não — disse ela baixinho, e a voz dela estava de repente mais grossa, mais rouca, como se ela estivesse suprimindo algo. — Mas tenho medo do que pode acontecer no escuro. — A mão dela escorregou da pasta, passou sobre a coxa, e eu vi os dedos dela se enterrarem no tecido da saia, como se ela quisesse se acalmar.

As palavras pairaram entre nós, pesadas como a pressão na cabine. Dei um passo em direção a ela, não conscientemente, mas como se puxado por uma mão invisível. Ela não recuou. Em vez disso, ergueu o queixo, e eu vi o brilho nos olhos dela – o mesmo brilho de quando ela me contestou na reunião anual, porque achou minha proposta muito conservadora. Ela estava certa. Eu odiava que ela estivesse certa. E a desejava por isso. A respiração dela acelerou, o peito subia e descia sob o blazer, e eu vi a fina camada de suor na testa dela.

— O que, por exemplo? — perguntei, e minha voz ficou rouca, quase um grasnido. Engoli, sentindo minha boca secar.

Ela deixou a pasta cair. O baque surdo ecoou no silêncio, um som que parecia um sinal de largada. As mãos dela tremiam levemente quando se aproximaram do zíper do blazer. — Por exemplo, que você me beije, mesmo sabendo que é errado. Que você me pegue, aqui no elevador, enquanto qualquer um pode entrar. — Ela tirou o blazer, deixou-o cair no chão, e debaixo apareceu a blusa dela, branca, fina, através da qual eu via o contorno do sutiã – preto, renda, envolvendo os seios dela.

Eu deveria ter dito algo – uma piada, uma desculpa, tornar a coisa ridícula. Mas não consegui. A tensão entre nós era palpável, uma coisa viva que ofegava por ar. Aproximei-me até que apenas um sopro nos separasse. O peito dela subia e descia rápido sob o blazer, e eu vi a pulsação no pescoço dela, um tremor frenético que me fez pensar num animal selvagem pronto para saltar.

— E se eu fizer mesmo assim? — sussurrei, minha boca a centímetros da dela. Senti o calor que emanava dela, e o cheiro do perfume ficou mais forte, misturado a um toque de algo doce, quase corporal.

— Então não sou a única a perder o controle. — A respiração dela roçou meus lábios, quente e leve, e eu senti minha calça apertar, meu pau endurecer, pressionando o tecido. Ela devia estar vendo, porque os olhos dela desceram, e um sorriso brincou em seus lábios, um sorriso que me dizia que ela sabia exatamente o que estava fazendo.

Isso foi tudo que precisei. Coloquei minha mão na bochecha dela, senti o calor da pele sob meus dedos, a maciez aveludada, e então a beijei. Não foi um beijo suave – foi um ataque, uma reivindicação, uma resposta muda a meses de desejo. Ela abriu a boca sob a minha, e a língua dela encontrou a minha com uma urgência que me surpreendeu. O gosto dela era doce e salgado ao mesmo tempo, uma mistura de café e algo que eu não conseguia nomear, mas que me deixou duro na hora. As mãos dela agarraram minha camisa, puxaram os botões, enquanto eu a apertava contra a parede. O puxador de metal da barra de apoio cravou nas minhas costas, mas não me importei. Tudo o que importava era o gosto da boca dela, a pressão do corpo dela contra o meu, o jeito como ela se apertava contra mim, como se nunca pudesse se fartar.

— Eu quero você — cuspiu ela entre os beijos. A voz dela estava rouca, cheia de desejo. — Agora. Aqui. Sem pensar. — Ela mordeu meu lábio inferior, uma dor aguda que me deixou ainda mais duro. Os dedos dela abriram os botões da minha camisa, e eu senti as mãos frias dela no meu peito, que se espalharam sobre minha pele como se ela quisesse me possuir.

Meus dedos encontraram o zíper da saia dela, puxaram-no com um som agudo que ecoou no silêncio. O tecido caiu no chão, e debaixo apareceu a pele dela, pálida e brilhando na luz laranja.

Gefällt dir die Geschichte? Teile sie 🔥

X Reddit Telegram WhatsApp Tumblr kopiert ✓
Avaliar: Seja o primeiro

Vozes da comunidade

Ainda sem vozes — seja a primeira a dizer o que a excitou.

Sem registo, sem e-mail — só o seu pseudónimo.

Apenas para adultos

Este site contém conteúdo sensual e erótico destinado exclusivamente a maiores de idade.

Ao entrar, confirmo:

Sou menor de idade — sair

A confirmação é guardada num cookie por 30 dias e pode ser revogada apagando o cookie. Não substitui software técnico de proteção de menores (§ 11 (1) JMStV); o seu uso é fortemente recomendado.

Susi · KI-Komplizin (Avatar: AI-generiert via Pollinations.ai Flux, CC0-Stil)Escreva com Susi