A primeira vez que o viu, o tempo se contraiu como uma corda apertada em volta de sua garganta. Lara estava no bar, a taça de champanhe fresca contra seus dedos, mas o frio não conseguia nada contra a pulsação quente entre suas coxas. Ela deixou o olhar deslizar sobre o mar de máscaras, mas não procurava rostos. Procurava outra coisa, algo proibido. Velas tremeluziam em lustres de cristal, sua luz trêmula sobre veludo e seda, mas sob esse verniz cintilante, ela sentia a luxúria crua e animal que pairava no ar. A música – uma valsa que se perdia nos altos arcos – envolvia o salão em ouro, mas em sua cabeça martelava um ritmo diferente, uma batida primal que pulsava entre suas pernas. Mas, entre todas aquelas pessoas bonitas, ela se sentia uma ilha. Solitária. Faminta. Ela respirou fundo, o cheiro de cera e perfume, e procurou por algo que a tinha trazido até ali. Ela sabia o que era: o desejo de ser tomada por um estranho, sem nome, sem rosto, apenas carne contra carne.

O Estranho no Bar
Ele estava encostado na outra ponta do balcão, uma máscara preta com ornamentos prateados que só deixava à mostra o contorno de seus lábios e o queixo anguloso. Seus dedos envolviam um copo de uísque como se fosse um talismã – ou um falo que ele sabia dominar. Ele parecia estudar a multidão – ou ela? Lara sustentou seu olhar, apenas por uma batida do coração, antes de desviar o olhar. Mas o formigamento sob sua pele permaneceu, um zumbido suave que foi direto para sua boceta úmida. Ela sentiu seus mamilos endurecerem sob o tecido fino do vestido, como sua buceta se contraía, vazia e gananciosa.
A meia hora seguinte se tornou uma dança de olhares. Cada vez que ela olhava para cima, seus olhos se encontravam – um breve lampejo que parecia uma promessa. Uma promessa de pele nua, de corpos brilhando de suor, de estocadas profundas e duras. Uma vez ele ergueu o copo, um convite silencioso. Seu pulso acelerou, vibrando como um pássaro no peito, mas entre suas pernas ficou úmido, quente, insuportável. O que ela deveria fazer? Estava ali sozinha, em uma viagem para ganhar distância de uma vida que a tinha sufocado. Mas agora ela queria ser sufocada – por seus braços, suas pernas, seu pau. Talvez fosse exatamente por isso que agora ela caminhava pelo bar em sua direção.
O salão parecia se estreitar até os dois metros entre eles. “Saúde”, disse ela baixinho, sua voz rouca de desejo. Ele sorriu – uma expressão fina e sabida que criou rugas ao redor de seus olhos. “Ao desconhecido”, respondeu ele. Sua voz era grave, com um leve sotaque que ela não conseguia identificar – algo melódico que ecoava no ar e fluía diretamente para seu ventre. Ela imaginou aquela voz sussurrando coisas sujas em seu ouvido enquanto ele a penetrava.
O Primeiro Toque
Eles falaram sobre trivialidades: a música, o vinho, a pompa do salão. Mas sob essas palavras fluía outra coisa, uma corrente invisível de sexo puro e bruto. Quando ela colocou o copo de lado, a mão dele pousou sobre a dela. O calor a percorreu como um choque elétrico, e ela sentiu seus mamilos se enrijecerem sob o tecido do vestido, sua boceta ficar molhada, uma pulsação úmida que vibrava por todo seu corpo. “Vem”, disse ele, e ela se deixou levar, sua mão na dele, seu desejo um buraco aberto e escancarado.
Por um corredor estreito, passando por casais sussurrantes que desapareciam em nichos, até uma pequena varanda com vista para o canal. O ar noturno esfriou sua pele aquecida, fazendo-a estremecer, mas o frescor não conseguia apagar a brasa entre suas pernas. Ele a virou para si, tirou sua máscara. Seus dedos acariciaram sua bochecha, tão suavemente que quase doía. “Você é linda”, murmurou ele, e então a beijou.
O beijo era exigente, mas não bruto. Sua língua encontrou a dela, e ela provou a fumaça do uísque, misturada com algo doce. As mãos de Lara agarraram seu cabelo, puxando-o para mais perto enquanto se pressionava contra ele. Seu corpo era firme, quente, e ela sentiu os contornos de seus músculos sob a camisa. Ela queria mais. Queria tudo. Suas mãos deslizaram por suas costas, descendo até sua bunda, e ele a apertou contra si. Ela sentiu sua dureza através do tecido da calça, um eixo longo e grosso que pressionava contra sua barriga. Um gemido baixo escapou dela, e ela se esfregou contra ele, como uma cadela no cio.
Seus lábios viajaram de sua boca para seu pescoço, chupando suavemente o ponto sensível atrás de sua orelha. Um gemido baixo escapou dela quando ele colocou a língua na covinha de sua clavícula e depois deslizou mais para baixo, seguindo o decote de seu vestido. Ele puxou o tecido de lado para expor seu seio e colocou a ponta dura em sua boca. Lara se arqueou, seus dedos se cravando em seus ombros. O calor úmido de sua língua, a sucção suave – enviou arrepios por todo seu corpo. Ela sentiu sua umidade penetrar o tecido fino de sua calcinha, um desejo que pulsava impetuosamente dentro dela. Sua calcinha estava encharcada, o tecido grudado em sua fenda molhada, e ela podia sentir o cheiro adocicado de sua própria excitação.
Ele ergueu a cabeça, olhou em seus olhos enquanto seu polegar acariciava seu mamilo. “Quero te provar”, disse ele, sua voz rouca de ganância. Então se ajoelhou diante dela, ergueu seu vestido e puxou sua calcinha lentamente sobre seus quadris. O tecido se soltou, e o ar frio da noite envolveu sua vulva úmida. Ela ficou ali, nua da cintura para baixo, sua boceta exposta, os lábios inchados e brilhantes de umidade. Ele a olhou, por um momento, como se ela fosse uma obra de arte. Seus olhos queimaram em sua boceta molhada, e ela sentiu ela se contrair sob seu olhar, um espasmo involuntário de prazer.
Então ele se inclinou, sua língua encontrou sua fenda, mergulhou em seu calor. Lara ofegou, agarrou sua cabeça para não o soltar. Sua língua se movia habilmente, circulando seu clitóris, então mergulhando dentro dela, repetidamente. Ele a lambeu como se estivesse morrendo de fome, sua língua um animal selvagem e exigente que penetrava em sua buceta, absorvia seu suco, a provava. Ela sentiu a onda chegar, uma inundação de prazer que a engolfou. Sua respiração prendeu, seus quadris se contraíram contra seu rosto. “Não para”, sussurrou ela, e ele obedeceu, sua língua se enterrando mais fundo nela enquanto seu polegar esfregava seu clitóris, até que ela gozou com um grito que ecoou na noite silenciosa. Seu orgasmo a rasgou, um tremor selvagem e espasmódico que fez suas pernas tremerem e seu suco escorrer.
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