Meus dedos se cravam na caixa de papelão enquanto a empurro para o balcão da cozinha — a última caixa, pesada de memórias e livros empoeirados. Lena está parada perto da janela aberta, com os braços cruzados sobre o torso nu. Ela já tirou a camiseta há muito tempo, porque o aquecedor não funciona e o ar frio da noite entra. O sutiã preto se estica sobre os seios quando ela respira fundo, o tecido gruda na pele dela, delineando cada curva. Não consigo evitar de apreciar a visão dela — o jeito como o cabelo dança na corrente de ar, a leve pele arrepiada nos braços. Os mamilos dela se marcam sob o tecido fino, duros e exigentes, e sinto meu pau começar a pulsar dentro da calça.

A pausa inesperada
“Pronto”, eu aperto, me deixando cair sobre o caixote de leite virado, o único assento. O cansaço pulsa nas minhas pernas. “Bem que você podia ter me avisado antes que seu apartamento novo é no quinto andar sem elevador.” Ela se vira, ri, e os olhos brilham na luz fraca da lâmpada do teto. “Você não tem mais nada para fazer mesmo. E eu sabia que você não diria não.” Ela se aproxima, me entrega a garrafa de vinho tinto já aberta. Bebo direto dela, o vinho é seco e áspero, mas bom. Ela se senta no chão ao meu lado, com as pernas dobradas, as costas encostadas na parede. A pele dela brilha opaca, e percebo meu olhar prender na cintura dela, onde o cós da calça de moletom está baixo nos quadris, uma fina faixa de pele nua que me atrai como um ímã. O quarto cheira a poeira e madeira vazia, mas o cheiro dela se mistura — adocicado, feminino, úmido.
Bebo mais um gole de vinho, sinto o calor descer pela garganta e se espalhar no meu estômago. A caixa no balcão de repente parece sem importância. Tudo que importa é ela — o jeito como está parada, a curva do quadril, o jogo dos músculos sob a pele. Ela brinca com a taça de vinho na mão, girando-a, observando o líquido rubi. “Sabe”, ela diz depois de um tempo, a voz baixa, “hoje eu imaginei muitas vezes como seria se estivéssemos aqui sozinhos. Sem os outros, sem toda a confusão.” Eu me sento, olho fixo para ela. “E como é?” Ela sorri, um sorriso tímido que nunca vi nela antes. “Melhor do que eu pensava.” A mão dela treme levemente quando ela abaixa a taça, e vejo os nós dos dedos ficarem brancos. “Eu imaginei você me tocando”, ela sussurra, “você me empurrando no chão e me fodendo. Aqui. Agora.” Meu pau fica duro, pulsa contra o zíper da minha calça, e mal consigo respirar.
Um olhar que dura demais
Ela percebe. O sorriso dela fica mais suave, a voz mais profunda, mais rouca. “Você está diferente hoje, Max. Meio… mais atento.” Meu coração bate forte contra as costelas, o vinho acende um calor gostoso na minha barriga. “Talvez porque eu esteja te vendo de verdade hoje pela primeira vez. Não só como a amiga que rouba minha cerveja.” Ela fica em silêncio, mas a mão dela vai até meu joelho. O toque é leve como uma pluma, mal uma carícia, mas me eletriza. Minha pele formiga, como se mil agulhas a estivessem fazendo cócegas. Coloco minha mão sobre a dela, sinto os dedos finos relaxarem sob minha palma. O vinho nos deixa corajosos, apaga anos de hesitação. O polegar dela acaricia minhas costas da mão, e sinto o corpo dela se aproximar — o seio dela quase toca meu braço, e posso sentir o calor da pele através do sutiã fino.
“Muitas vezes me perguntei”, ela diz baixinho, “se você me vê assim também. Não só como amiga.” Eu me inclino para frente, minha boca está a centímetros da dela. Sinto o cheiro do vinho, do perfume dela, da poeira do apartamento vazio. “Estou te vendo agora. E eu te quero.” Minha mão desliza da palma dela pelo braço, sobre a pele macia, até alcançar a nuca dela. Puxo-a suavemente para mim, e ela vem sem hesitar. Os olhos dela estão abertos, as pupilas dilatadas, e vejo o desejo neles. “Tem certeza?”, ela sussurra, mas a pergunta é só uma formalidade. “Sim”, eu digo, e então a beijo. Os lábios dela são macios, se abrem imediatamente, e a língua dela encontra a minha. Ela tem gosto de vinho e desejo, e sinto a mão dela agarrar meu cabelo e me puxar com mais força.
O primeiro toque
Nosso primeiro beijo não é hesitante. Os lábios dela são macios, se abrem na hora, e a língua dela encontra a minha. O vinho tem um gosto adocicado. Enterro minha mão no cabelo dela enquanto ela se agarra à minha camiseta, como se tivesse medo de que eu desaparecesse. Puxo-a para o meu colo, ela sente minha excitação imediatamente, se pressiona contra ela, um gemido baixo escapa dela. “Devagar”, sussurro no pescoço dela, enquanto roço os lóbulos das orelhas dela com os dentes. Ela treme. “Temos a noite toda.” Ela ri com a voz rouca. “Eu quero você agora. Aqui. Nessa porra desse caixote de leite, se for preciso.” Eu a levanto, ela enrola as pernas em volta dos meus quadris, e a carrego até o quarto vazio. O colchão ainda está no chão, nu, sem lençol. Eu a deito sobre ele, ela está macia debaixo de mim, e as mãos dela trabalham no meu cinto enquanto eu abro o sutiã dela. Os fechos cedem, e os seios dela caem livres — pesados, quentes, os mamilos já duros antes mesmo de eu tocá-los.
Me inclino sobre ela, minha boca encontra o seio dela. Beijo a pele macia, chupo o mamilo, enquanto minha mão massageia o outro seio. Ela geme baixinho, a cabeça dela cai para trás no colchão. “Sim… bem aí”, ela sussurra, e as mãos dela deslizam pelas minhas costas, cravam as unhas nos meus ombros. Mudo de lado, dedico-me ao outro seio, enquanto minha mão desce pela barriga dela, por dentro do cós da calça de moletom. A pele dela é quente e lisa, e sinto ela estremecer sob meu toque. Empurro a calcinha para o lado e a encontro molhada, pronta. Os lábios da vagina dela estão inchados, escorregadios, e mergulho meus dedos na fenda molhada dela. Ela geme alto quando eu circulo o clitóris dela — pequeno, duro, pulsando sob meu toque. “Você já está tão molhada”, murmuro contra a pele dela. “Você está pingando, Lena.” Ela acena com a cabeça, morde o lábio. “Eu quero você há tanto tempo, Max. Há semanas, meses… Minha boceta está toda molhada para você, só de pensar no seu pau.” As palavras dela me impulsionam. Deslizo meus dedos pela fenda dela, circulo o clitóris dela, sinto ele pulsar sob meu toque. “Me diga o que você quer”, sussurro. “Eu quero que você me foda. Agora. Eu quero sentir seu pau duro dentro de mim. Eu quero que
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