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O ar era pesado e doce, o perfume de jasmim e mar salgado se fundia em um elixir inebriante que atravessava meus pulmões. Era uma noite azul infinita sobre a Costa Brava, um manto de veludo feito de escuridão e luz de estrelas que envolvia o mundo antigo em um véu de segredos. Eu estava ali, Alessandro, o maestro, com as mãos nos bolsos da minha calça de linho, sentindo a areia quente e fina entre os dedos dos pés. O som do mar era como uma respiração profunda e rítmica, espelhando o pulso da terra. Meus pensamentos, normalmente uma orquestra de tons controlados, eram esta noite uma única melodia impetuosa de expectativa.
Eu me lembrava de Sofia. Cinco anos haviam se passado desde que a vi pela primeira vez. Ela era uma nova violinista, sua primeira apresentação com a orquestra de Barcelona. Quando ela passou o arco pelas cordas, não era apenas música, era uma revelação nua e sem disfarces. Seus dedos dançavam, seu corpo balançava a cada nota, e naquele momento eu soube que aquela mulher acenderia em mim o fogo que eu havia suprimido por tanto tempo. Fomos rapidamente um casal, um caso que era como um furacão. Cada encontro era um devorar, um consumir. Mas eu carregava uma corrente, o casamento, e Sofia sabia disso. Eu via a dor em seus olhos quando eu ia para casa, para uma mulher que não era ela. Isso me dilacerava, mas a paixão era mais forte do que qualquer razão. Ela terminou, foi embora, e eu a deixei ir. Até hoje.
Agora ela estava aqui. Ouvi seus passos, um rangido leve mas firme na areia, antes mesmo de vê-la. A lua pintava sua imagem na superfície da água, uma silhueta que emergira de um sonho. Ela usava um vestido branco, quase transparente, que esvoaçava ao vento e deixava entrever os contornos do seu corpo. Seus longos cabelos escuros caíam como uma cachoeira sobre seus ombros nus. Quando ela se aproximou, vi seus olhos, duas brasas brilhantes na noite. Eles cintilavam com uma mistura de hesitação e uma fome que me tirou o fôlego. Ela parou a um metro de mim. O silêncio era ensurdecedor, repleto de tudo o que não foi dito.
— Alessandro — sussurrou ela, e sua voz era áspera, como lixa sobre a pele nua.
— Sofia — respondi, e meu coração batia tão forte que eu tinha certeza de que ela podia ouvir.
Estendi minha mão. Ela hesitou por um segundo, então colocou a mão na minha. Sua pele era fria, mas sob a superfície eu sentia o calor. Puxei-a suavemente para perto de mim. Então nos abraçamos, e o mundo ao nosso redor desmoronou. Seu corpo se pressionou contra o meu, e eu podia sentir cada curva. O perfume do seu perfume, um toque de baunilha e almíscar, subiu ao meu nariz e me atingiu como um golpe. Minhas mãos percorreram suas costas, sentindo a curva da sua coluna, a suave redondeza do seu traseiro, que se desenhava sob o tecido fino. Ela tremia levemente, e eu sabia que não era o frio da noite.
Caminhamos em silêncio pela praia, nossos dedos entrelaçados. As ondas brincavam com nossos pés, um cócegas fresco que criava um contraste elétrico com a brasa em nossos corpos. Eu sentia minha calça começar a apertar. Só a proximidade dela me deixava duro. Eu imaginava jogá-la na areia, rasgar seu vestido e enfiar meu pau duro bem fundo nela. O pensamento me fazia vibrar por dentro.
— Você nunca me esqueceu — disse ela, sem me olhar. Era uma constatação, não uma pergunta.
— Não — eu disse, minha voz rouca. — Cada nota que regi foi para você.
Ela parou. O vento brincava com seus cabelos, e à luz da lua eu vi o brilho úmido em seus olhos. Ela se virou para mim, e seu olhar era uma carta aberta de desejo. — Eu quero sentir — sussurrou ela. — Quero que você me sinta. Por inteiro.
Era tudo o que eu precisava. Curvei-me até ela, meus lábios encontraram os dela. O beijo começou suave, uma exploração terna, mas a tensão reprimida explodiu quase imediatamente. Seus lábios se abriram, e minha língua invadiu sua boca, uma dança úmida e quente. Ela tinha gosto de sal e vinho, e ela gemeu baixinho na minha boca. Minhas mãos mergulharam em seus cabelos, segurando sua cabeça firme enquanto eu assumia o controle do beijo. Sua língua encontrou a minha, um duelo cheio de avidez.
— Aqui — ofegou ela, se afastando de mim. Ela me puxou para longe das ondas, mais para dentro da escuridão da enseada, onde as rochas formavam um espaço íntimo e natural. A areia era mais macia, o som do mar abafado. Ela parou diante de mim, sua respiração acelerada. Suas mãos encontraram a barra do vestido e o puxaram por cima da cabeça em um único movimento fluido. Ele caiu no chão, e ela ficou nua diante de mim, uma imagem de beleza perfeita sob a luz pálida das estrelas.
Meu olhar percorreu seu corpo. Seus seios eram cheios e redondos, os mamilos duros e escuros contra a pele clara. Sua cintura se curvava suavemente até os quadris, e entre suas pernas, no triângulo de pelos escuros, eu já podia ver um brilho úmido. Meu pau pulsava dentro da calça, uma dor de desejo para possuí-la.
— Tire a roupa — ordenou ela. Sua voz era baixa, mas havia uma ordem ali. — Quero ver você. Quero ver o que me assombrou por cinco anos.
Obedeci. Minhas mãos tremiam de desejo enquanto eu abria o cinto, descia a calça e a cueca. Meu pau duro saltou para fora, cheio e grosso, a cabeça brilhando úmida à luz da lua. Ela deixou o olhar percorrer meu corpo, sobre o peito largo, o abdômen liso, até meu membro. Ela sorriu, um sorriso sensual e sabido.
— Finalmente — suspirou ela, e se ajoelhou.
A visão me fez arrepios subirem pelas costas. Ela se ajoelhava na areia, o rosto na altura do meu pau. Ela olhou para cima, segurando meu olhar, enquanto estendia uma mão e envolvia minha glande. Seus dedos eram frios, mas a sensação do toque na pele sensível me fez gemer. Ela massageou a ponta, seu polegar deslizando sobre a abertura, espalhando a primeira gota de prazer. Então ela se inclinou, abriu a boca e me levou para dentro.
O mundo explodiu. Seus lábios se fecharam ao redor da minha glande, sua língua circulando o ponto mais sensível, um desejo molhado e giratório. Agarrei seus cabelos, segurando-a firme enquanto ela ia mais fundo. Lentamente, centímetro por centímetro, ela me levou para dentro da boca, até eu sentir o calor da sua garganta. Ela engasgou levemente, recuou, e um fio de saliva ligava seus lábios à minha glande. Ela me olhou, seus olhos vidrados de desejo, e me levou fundo novamente, desta vez com mais ritmo. Sua cabeça se movia para frente e para trás, sua língua massageando a parte de baixo do meu tronco, enquanto sua mão envolvia o restante.
Gemi alto, o som ecoando nas rochas. — Sofia, isso é…
Ela me soltou, levantou-se e me empurrou para a areia. Caí de costas, a areia fria na minha pele quente. Ela montou em mim, sua fenda molhada se pressionando contra meu tronco duro. Ela se inclinou, seus seios roçando meu peito, e seus lábios encontraram os meus. O beijo era selvagem, desesperado. Então ela se ergueu, as mãos no meu peito, e desceu lentamente sobre meu pau.
Um grito abafado escapou dela quando minha glande penetrou. Ela estava molhada, quente, apertada. Ela desceu mais, centímetro por centímetro, até eu estar profundamente dentro dela. Sua cabeça caiu para trás, seus quadris começaram a se mover, uma cavalgada lenta e circular. Eu via seus músculos se contraírem ao meu redor, me absorvendo. Minhas mãos encontraram seus quadris, guiando seus movimentos enquanto ela cavalgava sobre mim.
— Sim, Alessandro, sim — ofegava ela, seu ritmo acelerando. Seus seios saltavam, e eu me inclinei para frente, pegando um mamilo na boca. Ele tinha gosto de salgado, doce. Chupei nele, enquanto ela continuava cavalgando, seu quadril se pressionando contra o meu. Eu sentia ela se contrair ao meu redor, um primeiro tremor de prazer. Ela gozou, um gemido baixo, seu corpo estremecendo. Mas eu ainda não tinha terminado.
Rolei-a de costas, sem tirar meu pau de dentro dela. Ela estava debaixo de mim, suas pernas enroladas na minha cintura, seus braços em volta do meu pescoço. Eu a penetrei fundo, uma estocada dura e rítmica. S
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