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A estreia de Carola

Contos de Primeiras Vezes · aprox. 6 min de leitura · Maiores de 18

Uma mulher de vinte e poucos anos, sua primeira experiência com outra mulher. Com tempo, cuidado, clareza. Explícito, maiores de 18.

Carola tinha vinte e seis anos quando me disse que nunca tinha dormido com uma mulher e que adoraria fazê-lo. Ela disse isso numa noite de verão em Berlim, num barzinho em Kreuzberg, onde nos encontramos por meio de uma amiga em comum. Nos conhecíamos há três semanas — estávamos ambas em Berlim por alguns dias, ela de Hamburgo, eu de Colônia, ambas quatro dias a mais do que o planejado, porque nossa amiga estava escrevendo um livro e não queríamos abandoná-la.

Estávamos no terceiro bar da noite. Tínhamos conversado muito. Carola me disse que desde a puberdade sabia que também achava mulheres atraentes — mas nunca tinha agido. Tinha namorado um cara por três anos, nunca teve coragem.

“Anna”, ela disse, “eu te acho atraente.” Os olhos dela buscavam os meus, como se quisesse ter certeza de que eu não a rejeitaria. A voz dela tremia um pouco.

Eu tinha trinta e dois anos, lésbica desde os quatorze, em um relacionamento com Mara há cinco anos. Mara sabia que eu ocasionalmente dormia com mulheres quando estava viajando — tínhamos um modelo aberto, com regras claras.

Uma das regras era: se alguém está tendo a primeira vez com uma mulher, não se trata de mim. Trata-se dela.

“Carola.”

“Sim.” A respiração dela era superficial, o peito subia e descia sob o vestido fino de verão.

“Eu também te acho atraente. Estou em um relacionamento aberto. Posso dormir com você, se quiser. Mas vamos conversar antes.”

Conversamos. Ela me disse o que queria saber: se ficaria nervosa demais, se eu ficaria decepcionada, se poderia doer. Eu disse: provavelmente nervosa, com certeza não decepcionada, não se formos cuidadosas. Ela riu nervosamente e deu um gole na cerveja.

Fomos para meu apartamento no Airbnb. Era meia-noite. Berlim ainda estava quente, o ar pesado de verão. Destranquei a porta e deixei ela entrar primeiro. Ela ficou no corredor, insegura, com as mãos enterradas nos bolsos da calça jeans.

“Carola.”

“Sim.”

“Vamos fazer isso no seu ritmo. Você diz para parar se quiser parar. Você diz o que não gosta. Você pergunta se não souber algo. Entendido?”

“Entendido.” Ela sorriu, um sorriso tímido que fez suas bochechas corarem.

Nos sentamos no sofá. A luz estava suave, um único abajur no canto. Me virei para ela e coloquei minha mão em sua bochecha. Ela tremeu sob meu toque. Me inclinei e a beijei pela primeira vez. Seus lábios eram macios, hesitantes, depois mais corajosos quando encontrou meu ritmo. Ela cheirava ao perfume de lavanda que usava no bar, e a noite de verão. Passei minha língua sobre o lábio inferior dela, ela abriu a boca, me deixou entrar. A respiração dela ficou mais profunda, ela pressionou o corpo contra o meu.

Tomei meu tempo. Beijei-a longamente, deixei minha mão em seu pescoço, nada mais. Esperei até que ela guiasse minha mão. Ela pegou hesitantemente meu pulso e o puxou para o peito dela, por cima da camiseta. Os mamilos dela já estavam duros, eu podia senti-los através do tecido.

Acariciei com cuidado. Ela respirou mais fundo, o peito se erguendo sob a palma da minha mão. Empurrei a camiseta para cima, olhei para ela, questionando. Ela assentiu. Ela mesma a tirou, com movimentos rápidos e nervosos. Usava um sutiã branco, de tecido macio, não o melhor dela, porque não esperava por isso. Eu podia ver como os mamilos pressionavam contra o tecido.

“Você não precisa se arrumar para mim, Carola.”

“Eu sei.” Ela sorriu, mas as mãos ainda tremiam.

Abri o sutiã. Ele caiu para o lado, libertando os seios dela — seios cheios e redondos, macios e pesados em minhas mãos, com mamilos pequenos e claros que se eriçaram sob meu olhar. Uma pequena sarda entre eles. Me inclinei e os beijei — muito leve, muito sem pressa. Meus lábios se fecharam em torno do mamilo esquerdo dela, minha língua circulou lentamente a ponta. Ela estremeceu um pouco, um gemido baixo escapou. Então ela colocou a mão no meu cabelo, me pressionou suavemente contra si.

Mudei para o outro seio, chupei suavemente, deixei minha língua deslizar sobre a ponta dura. Os gemidos dela ficaram mais altos, o corpo começou a se mover contra o meu. Ela estava molhada, eu podia sentir o cheiro — aquele aroma doce e pesado de mulher excitada que enchia o ar ao nosso redor.

Fomos para o quarto. Ela se despiu, eu também. Ela ficou nua na minha frente, as mãos cobrindo timidamente o peito, depois as deixou cair. Ela me olhou, curiosa — uma mulher nua, quase da idade dela, com seios menores, com ombros diferentes, com pelos pubianos escuros que brilhavam úmidos. Ela me tocou com cuidado, passou os dedos sobre meus ombros, meu peito, meus quadris. Ela estava me conhecendo.

Deitamos lado a lado. Deixei minha mão deslizar sobre a barriga dela — pele macia e quente que tremia sob meus dedos. Lentamente, minha mão vagou entre as pernas dela, parou ali, sem pressionar. Ela estava molhada. Os lábios vaginais estavam inchados, úmidos, escorregadios sob meus dedos. O cheiro da excitação dela subiu até mim — doce e salgado e inconfundivelmente feminino.

“Posso?”

“Sim.” A voz dela era um sussurro, rouca de desejo.

Passei dois dedos sobre ela — sobre os lábios vaginais úmidos, através da fenda molhada que se abriu sob meu toque. Ela fechou os olhos, a cabeça caiu para trás, a boca se abriu. Fiz isso devagar, por uns quinze minutos, variando a pressão, a direção, o ritmo. Os quadris dela começaram a se mover, ela buscava mais, se pressionava contra minha mão. Afastei os lábios vaginais com o polegar e o indicador, vi a abertura úmida dela, o clitóris duro que se projetava sob o capuz.

Ela abriu mais as pernas, um convite. Coloquei um dedo — devagar, centímetro por centímetro. Ela era apertada, mas molhada, tão molhada que meu dedo deslizou sem esforço. Ela ofegou, um som gutural e profundo.

“Está doendo?”

“Não. É só diferente.” Os olhos dela estavam fechados, o peito subia e descia rapidamente.

“Diferente do namorado?”

“Diferente porque sua mão é menor. E porque você vai mais devagar.” Ela abriu os olhos e me olhou, um sorriso nos lábios. “Parece… mais quente. Mais macio.”

Adicionei um segundo dedo, devagar, enquanto observava a reação dela. Ela se tensionou por um instante, depois relaxou, deixando-me deslizar mais fundo. Me inclinei e comecei a lambê-la ao mesmo tempo. Minha língua encontrou o clitóris dela —

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