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Prova de couro de Nina na luz vermelha

Contos de Dominação · aprox. 6 min de leitura · Maiores de 18

A maçaneta de latão estava fria na mão de Lukas enquanto ele hesitava. Atrás da pesada porta de carvalho — madeira clara que engolia qualquer som — apenas a pulsação do seu próprio coração, que trovejava em seus ouvidos. Ele pressionou a maçaneta para baixo, a porta abriu-se silenciosamente, e ele entrou.

O quarto o surpreendeu: maior do que a porta estreita sugeria. Uma única lâmpada com uma cúpula de seda vermelha mergulhava tudo em uma penumbra suave, fazendo sombras dançarem. Sândalo e um toque de couro preenchiam o ar. Na parede oposta, havia uma mesa larga coberta com tecido preto — nenhum sofá, nenhuma poltrona, apenas aquela mesa e um pequeno banco ao lado. E ela.

Nina estava recostada casualmente na mesa, braços cruzados sobre o peito. Seu vestido escuro e simples terminava pouco acima do joelho, botas altas e pretas envolvendo suas panturrilhas. O olhar que ela lhe lançou era calmo e avaliador. Nenhuma curiosidade, apenas uma expectativa silenciosa. “Você é pontual”, disse ela. Sua voz soava grave e despreocupada, como se já o tivesse recebido muitas vezes ali.

“Sim”, conseguiu dizer Lukas. A sílaba grudou em sua garganta.

“Você sabe por que está aqui?”

Lukas engoliu em seco. “Eu… eu queria saber como é.” O anúncio na net — um fórum para pessoas que procuravam algo que não conseguiam nomear. Ela tinha escrito para ele, depois de algumas mensagens: “Venha aqui. Eu te mostrarei o que você procura.”

Nina assentiu lentamente, desgrudou-se da mesa e veio em sua direção. Seus passos eram quase inaudíveis no carpete. “Então vamos descobrir se você está pronto.” Ela parou bem perto dele, seu perfume — almíscar e baunilha — envolveu-o. “Tire a camisa.”

Não era um pedido, mas uma instrução, clara e inequívoca. Lukas obedeceu, os dedos tremendo um pouco nos botões. Ele deixou a camisa cair no chão, ficou diante dela na luz suave, a pele nua.

Nina o circulou lentamente. As pontas dos dedos roçaram suas omoplatas, deslizaram pela coluna — leves como uma brisa, e ainda assim cada toque queimava como um impulso elétrico em sua pele. “Você tem um corpo bom”, murmurou ela. “Mas você está tenso. Respire.”

Ele inspirou profundamente, deixou os ombros caírem. As mãos dela agora repousavam em seus quadris, o calor das palmas penetrando o tecido fino de sua calça. “Bom. Você escuta. Isso é importante.”

Ela voltou a ficar diante dele, olhando em seus olhos. “Vou te mostrar algo agora. Você não fará nada que eu não diga. Se algo te incomodar, você diz alto e claro ‘Pare’ — então paramos. Sem perguntas, sem hesitação. De acordo?”

Lukas assentiu. Sua boca estava seca, a língua parecia pesada.

“Preciso de uma palavra, Lukas.”

“Sim. De acordo.”

“Então ajoelhe-se.”

Por um momento, ele ficou parado. A ordem o atingiu fundo em um lugar que ele não conhecia. Lentamente, ele se deixou cair de joelhos, o carpete macio sob ele. Nina estava acima dele, alta e inabalável. Ela passou a mão em seu cabelo — suave, quase terna. “Assim está certo.”

Ela deu um passo para trás, pegou uma gaveta da mesa e tirou uma faixa preta e fina. “Vou vendar seus olhos. Você vai apenas sentir. Você consegue aguentar isso?”

“Sim.” Sua voz soou mais firme do que ele esperava.

A faixa estava fria sobre seus olhos quando ela a amarrou. A escuridão era total. Ele ouvia sua respiração, o leve farfalhar de seu vestido, o rangido da madeira enquanto ela se movia. Seus outros sentidos se abriram: o couro, que ele antes só percebera de relance, agora exalava um aroma intenso; o calor do quarto se aninhava em sua pele nua.

“Mãos para trás”, disse ela. Sua voz vinha da esquerda, depois da direita — ela se movia silenciosamente ao redor dele. Ele colocou as mãos nas costas, pulsos um sobre o outro. Algo frio e liso os envolveu — uma tira de couro que ela apertou, não dolorosamente, mas inflexível. Ele estava amarrado.

Um calafrio de excitação percorreu-o. Ele estava entregue a ela, completamente. E ele queria isso.

“Levante-se”, disse ela. Ele se ergueu, os joelhos doendo levemente. As mãos dela pousaram em seus ombros e o guiaram alguns passos para frente. Então ele sentiu a borda da mesa contra suas coxas. “Deite-se. De bruços.”

Ele obedeceu, o couro sob ele era frio e liso. Ela prendeu suas mãos amarradas a uma argola fixada na mesa — ele mal podia se mover. Então as mãos dela em suas costas, deslizando sobre sua pele, lentamente, explorando. “Você está quente”, murmurou ela.

As pontas dos dedos dela traçaram linhas ao longo de sua coluna, circularam nas omoplatas, deslizaram para os lados onde as costelas se marcavam. Cada toque queimava em sua pele. Ela se inclinou sobre ele, sua respiração roçando sua nuca. “Vou te desafiar um pouco agora. Me diga se for demais.”

Então ele sentiu algo frio e pesado em suas costas — um objeto de couro e metal. Uma vara, ele reconheceu. Seu pulso disparou. Ela passou a ponta sobre sua pele, primeiro suavemente, depois com mais pressão, uma linha dos ombros até a bunda. Uma dor aguda e ardente seguiu quando ela golpeou. O golpe ecoou dentro dele, um relâmpago quente que em segundos se transformou em uma pulsação profunda e agradável.

Nina golpeou novamente, do outro lado. A dor desta vez era esperada, e ele a aceitou, deixou-a fluir através dele. A cada golpe, ele ficava mais calmo, o espaço ao redor dele se dissipava, apenas a sensação da mão dela e o ardor em sua pele importavam. Ela alternava ritmo e intensidade, ora carícias leves que o faziam estremecer, ora golpes firmes que o faziam gemer.

“Como você está se sentindo?”, perguntou ela, sua voz perto de seu ouvido.

“Quente… intenso”, ele ofegou. “Dói, mas… parece bom.”

“Bom. Você está aprendendo.” Ela baixou a vara, e sua mão pousou em sua bunda, massageando a área avermelhada. O toque era suave, quase amoroso. “Agora vire-se.”

Ela soltou suas amarras da mesa, ajudou-o a se virar de costas e prendeu suas mãos novamente acima da cabeça, em outra argola. Ele agora estava esticado, braços sobre a cabeça, pernas abertas. A escuridão diante de seus olhos era total. Ele ouvia sua respiração, o som leve de zíperes.

“Vou te foder agora, Lukas”, disse ela. Sua voz era calma, mas com uma aspereza que fez seu pau endurecer imediatamente. “Vou te tomar do jeito que eu quiser. E você vai ficar deitado e aproveitar.”

Sua respiração prendeu. Um tremor percorreu seu

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