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Sândalo na noite

Contos de Estranhos · aprox. 7 min de leitura · Maiores de 18

Querosene e café requentado grudam no ar do saguão de embarque. Uma voz metálica anuncia: “Atraso até meia-noite, no mínimo.” Meus dedos tamborilam na tela do celular enquanto estudo a confirmação da reserva do hotel que a companhia aérea providenciou. Um quarto para uma noite. Só eu e a solidão – e a pulsação quente e urgente entre minhas pernas, que já me enlouquece o dia inteiro.

Ao meu lado, um homem se senta – mais pesado que o necessário, a mochila dele batendo no chão. Uma olhada de lado: têmporas escuras levemente grisalhas, um maxilar anguloso, mãos alisando um jornal. Ele cheira a sândalo e algo defumado – não desagradável, mas profundo e másculo, um aroma que rasteja direto para minha boceta molhada. “Também encalhado?”, pergunto, mais por educação que por curiosidade. Ele sorri, e essa expressão transforma todo o rosto dele. As rugas ao redor dos olhos ficam mais suaves. “Sim, o último voo. Agora é esperar.” A voz dele é grave, rouca, e sinto meus mamilos se eriçarem por baixo da blusa fina.

Eu o observo discretamente enquanto ele se recosta. O jeito como ele afrouxa a gola da camisa, como os dedos deslizam sobre o tecido, desperta algo em mim. Um formigamento que não consigo nomear – mas bem no fundo sei exatamente o que é: desejo, cru e indomável. “Para onde você vai?”, pergunto para preencher o silêncio. “Para Hamburgo. Reunião de negócios.” A voz dele é grave, com um tom rouco. “E você?” “Férias. Na verdade. Mas o plano agora está suspenso, pelo visto.” Rio baixinho, e ele acompanha. Nossas risadas se misturam no vazio estridente do saguão, mas a minha é mais fina, mais rasa, porque meus pensamentos já estão no pau dele, que imagino por baixo da calça.

O hotel nos arredores da cidade

O ônibus do translado nos leva pela noite molhada de chuva. Só nós dois hóspedes, o motorista em silêncio. Meu ombro roça no dele quando o ônibus faz uma curva, e sinto o calor através do tecido fino da minha blusa. “A propósito, sou Jonas”, ele diz baixinho. “Lena”, respondo, e o nome parece estranho nos meus lábios, como se eu o pronunciasse pela primeira vez. Lá fora, as luzes do subúrbio passam, cada clarão um momento que nos aproxima. A coxa dele toca a minha, e eu deixo. Uma leve pressão, uma pergunta silenciosa – e minha resposta é abrir ligeiramente as pernas, dar a ele mais espaço, mais pele, mais calor. Sinto minha calcinha se enroscar entre meus lábios molhados da boceta, e tenho que me controlar para não enfiar a mão entre minhas pernas.

No quarto do hotel – não, nos nossos quartos separados – deixo a água correr, encarando o espelho. Meu coração dispara, sem motivo, mas o motivo é claro: eu quero ele, quero sentir o pau duro dele dentro de mim, a língua dele na minha boceta, os dedos dele me levando à beira da loucura. Me seco, visto a camisola fina que sempre levo em viagens: seda preta que mal esconde algo. O tecido desliza sobre minha pele, fresco e excitante. Meus mamilos se marcam através do pano, duros e pontiagudos. Sento na beira da cama e escuto. As paredes são finas. Não ouço nada, só o barulho do ar-condicionado. Mas imagino ele se despindo, as mãos dele deslizando sobre o peito, talvez pensando em mim também. A imagem me deixa molhada, um calor puxando no meu ventre. Deixo minha mão deslizar por baixo da barra da camisola, entre minhas pernas, e sinto o quanto já estou molhada. Passo os dedos sobre meus lábios molhados da boceta, circulo meu clitóris duro, e um gemido baixo escapa de mim. Mas quero mais que meus próprios dedos.

Dez minutos depois, estou na porta dele. Bato antes que possa mudar de ideia. Um instante de silêncio, depois passos. Ele abre, nu até a cintura, uma toalha frouxa em volta da cintura. O peito dele é peludo, a pele morena, e vejo as linhas finas que os anos marcaram. A barra da toalha está solta, e posso ver a base do pau duro dele, pressionando contra o tecido. “Lena?”, pergunta surpreso, mas o olhar dele revela que ele esperava. Os olhos dele percorrem meu corpo, param na curva dos meus seios, mal escondidos sob a seda. “Não consigo dormir”, digo, e soa como um convite. O sorriso dele é lento, cúmplice, a mão dele pega o nó da toalha. “Eu também não”, ele diz, e se afasta.

O primeiro toque

A mão dele encontra a minha, me puxa suavemente para o quarto. A porta fecha com um clique baixo, que promete definitividade. “Eu também não”, murmura, e então me beija. Não é um beijo hesitante, mas um que diz tudo: que somos estranhos, que esta noite não é nada além do presente. A língua dele desliza entre meus lábios, e sinto hortelã e sal. Minhas mãos se enterram no cabelo úmido dele, puxando-o para mais perto. O corpo duro dele se pressiona contra o meu, e sinto a excitação dele através da toalha fina: o pau dele está duro, grosso, pressionando minha coxa. Um suspiro baixo escapa de mim quando sinto a pressão do peito dele contra meus seios. Quero senti-lo nu, sem barreiras. Enfio a mão entre nós, pego o nó da toalha e o arranco. A toalha cai, e o pau dele salta livre: longo, grosso, a glande vermelho-escura e brilhante com uma pequena gota de pré-gozo. Envolvo-o com a mão, sinto o calor, as veias pulsando por baixo. “Sim”, sussurro, “era isso que eu queria.”

Ele me levanta, minhas pernas se enroscam nos quadris dele. O pau duro dele pressiona contra minha boceta molhada, através do tecido fino da minha calcinha. Posso sentir o calor e a pressão, e quero ele dentro de mim agora. Caímos na cama, uma aterrissagem bagunçada de beijos e mãos tateantes. A camisola é um obstáculo que ele puxa num puxão sobre minha cabeça. O ar frio toca minha pele nua, e eu tremo, mas o calor dele está lá imediatamente. Os lábios dele percorrem meu pescoço, meus seios, enquanto os dedos dele puxam minha calcinha. “Tão linda”, ele sussurra contra minha pele, e eu acredito nele. A língua dele circula meu mamilo, chupa, morde de leve, e eu me arqueio debaixo dele, um gemido escapando incontrolável. Sinto minha boceta ficar ainda mais molhada, o suor escorrendo pelas minhas coxas. Empurro meus quadris contra ele, esfregando minha fenda molhada na barriga dura dele.

A mão dele desliza entre minhas pernas, e eu já estou molhada. Ele passa os dedos pelos meus lábios da boceta, encontra meu clitóris duro, e eu grito baixinho quando ele o estimula. “Você está tão molhada”, ele murmura, a voz rouca de desejo. “Isso é para você”, respondo, puxando-o para mais perto. Ele se posiciona entre minhas pernas, a ponta do pau dele pressionando minha entrada. Olho nos olhos dele, vejo o desejo cru, e então ele empurra. O pau dele entra em mim, lento e profundo, e eu arqueio as costas, sentindo cada centímetro preencher meu vazio. “Assim”, suspiro, “exatamente assim.”

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