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O retorno molhado de Ben

Contos de Longa Distância · aprox. 7 min de leitura · Maiores de 18

O cheiro de chuva em sua pele foi a primeira coisa que Lara percebeu quando abriu a porta. Ben estava na luz turva do corredor, os ombros levemente molhados pela garoa que pairava sobre a cidade há horas. Seu sorriso era cansado, mas seus olhos — aqueles olhos que ela só tinha visto em telas nos últimos meses — queimavam com uma intensidade que a deixou sem fôlego. Ela podia sentir o aroma úmido de seu casaco de couro, misturado ao cheiro terroso de asfalto molhado e àquele toque de cedro e sal que era só dele. Seu pulso disparou quando ela fechou a porta atrás dele e o silêncio entre eles se tornou pesado com todas as palavras não ditas, os 147 dias e noites cheios de saudade.

— Ei — ele disse baixinho, e aquela única palavra fez sua boceta pulsar de desejo. Ela não o via há tanto tempo, não o sentia, não o provava. Suas mãos tremiam quando ela se virou para ele. Ele largou a mochila, devagar, quase hesitante, mas ela podia ver a dureza em seus olhos, a febre que queimava dentro dele. Ela ergueu a mão e a colocou em sua bochecha. A pele estava fria da chuva, mas por baixo pulsava um calor que irradiava diretamente para o seu ventre. Ele fechou os olhos e se inclinou na palma da mão dela, uma admissão muda de quanto sentia falta daquilo. — Não acredito que você finalmente está aqui — sussurrou ela, a voz rouca de luxúria.

Ele abriu os olhos, e o olhar que lhe deu foi tão direto, tão sem filtros, que ela se sentiu nua diante dele, embora ainda estivesse completamente vestida. — Eu também não — disse ele, a voz mais rouca do que ao telefone, um tom profundo e vibrante que ecoou diretamente em sua boceta molhada. — Sonhei tantas vezes em te tocar… e agora… — Ele se calou quando seus dedos roçaram sua nuca, suaves, mas exigentes. Lara sentiu sua pele se aquecer sob o toque dele, seus mamilos endurecerem e pressionarem o tecido do sutiã. Meses de abstinência, meses em que ela só tinha a voz e a imagem dele, explodiram em uma onda de luxúria. Ela o puxou para perto, pressionou os lábios nos dele sem hesitar.

O beijo não foi suave, não foi hesitante — foi faminto, exigente, uma reapropriação. A língua dele encontrou a dela, e ela provou o café que ele devia ter tomado na estação e algo doce, talvez chiclete. Ela cravou os dedos no cabelo molhado dele enquanto ele agarrava seus quadris e a empurrava contra a porta. O frescor da madeira em suas costas era um contraste agudo com o calor que subia entre eles. Ela sentiu a ereção dele através do tecido da calça jeans, grossa e dura, pressionando sua barriga, e gemeu baixinho na boca dele. Ela queria ele, agora, imediatamente, sentir cada centímetro do pau dele dentro de si.

— Quero te sentir — disse ela, as palavras saindo mais roucas do que pretendia. — Cada centímetro. Quero seu pau dentro de mim. Agora.

Ele pegou a mão dela e a conduziu para a sala, os dedos firmes em volta dos dela, como se temesse que ela pudesse desaparecer. O cômodo estava mal iluminado por um abajur que lançava uma luz dourada e quente. A chuva escorria pelas vidraças, um tamborilar suave que preenchia o silêncio. Eles ficaram de frente um para o outro, e Lara começou a desabotoar a camisa dele, botão por botão, devagar, com prazer. Ela se demorou, deixou as pontas dos dedos deslizarem pela pele nua que aparecia sob o tecido. O peito dele era firme, os músculos sob a pele se contraíram quando ela o tocou. Ela passou os dedos pelos pelos leves no esterno dele, descendo até a barriga, onde a pele ficava mais macia. Ben inspirou audivelmente quando a mão dela desceu, sobre a borda da calça, e ela sentiu o pau dele pulsar sob o tecido.

— Você está me deixando louco — murmurou ele, agarrando a barra do vestido dela. Era um vestido preto simples, que ela escolhera de propósito naquela manhã — fácil de abrir, fácil de tirar. Ele o puxou por cima da cabeça dela, e ela ficou diante dele de lingerie preta de renda. O olhar dele escureceu, quase preto de desejo. — Deus, Lara. Você é tão linda. Seus peitos, seu corpo — quero te foder até você gritar.

Ela corou sob o olhar dele, mas não de vergonha. Era a intensidade com que ele a olhava, como se quisesse absorver cada milímetro. Ela saiu dos sapatos enquanto ele abria a calça e a tirava das pernas com um movimento impaciente. A cueca dele se esticava sobre a ereção, uma mancha úmida na ponta onde o pau já secretava pré-gozo. Então eles ficaram ali — só o tecido fino entre eles. Lara envolveu os braços no pescoço dele e o puxou para outro beijo, desta vez mais profundo, mais explorador. Ela sentiu as mãos dele em suas costas, abrindo o fecho do sutiã, deslizando as alças dos ombros dela. O ar frio atingiu seus seios, e ela gemeu baixinho quando os lábios dele desceram pelo pescoço dela, sobre a clavícula, mais abaixo, até ele envolver o mamilo duro dela com a boca.

A língua dele brincou com ele, primeiro suave, depois mais firme, enquanto a mão dele massageava o outro seio. Lara cravou os dedos no cabelo dele enquanto ondas de sensação a percorriam. Ela já estava molhada, sentia isso, o calor se acumulando entre suas pernas, a calcinha já encharcada. — Ben — sussurrou ela, o corpo tremendo sob o toque dele. Ele mudou para o outro seio, a língua traçando círculos úmidos, enquanto os dedos dele empurravam a calcinha dela para baixo. O tecido caiu no chão, e ela ficou nua diante dele, enquanto ele ainda estava ajoelhado, a boca no seio dela, as mãos nas coxas dela. Ele deslizou a mão entre as pernas dela, e os dedos encontraram a fenda molhada e quente. Ela estava tão úmida que os dedos dele deslizaram imediatamente para dentro da boceta dela, dois dedos fundos no seu ventre que se contorcia e apertava. Ela gemeu alto quando ele começou a fodê-la com os dedos, entrando e saindo, uma penetração lenta e profunda que fez a boceta dela arder de desejo. — Oh, Deus, Ben, me fode com os dedos, sim, mais fundo, tão gostoso — gemeu ela, o quadril se movendo contra a mão dele. Ele lambeu o mamilo dela enquanto os dedos encontravam o clitóris dela, aquele botãozinho duro de puro prazer, e começou a esfregá-lo, em círculos, uma pressão suave que a levou ao êxtase.

Ela não aguentava mais. O orgasmo se acumulava, uma onda de calor que irradiava da boceta dela, tomando todo o corpo. — Vou gozar, vou gozar já! — gritou ela, o corpo tremendo, o ventre se contraindo enquanto ela gozava nos dedos dele, o suco escorrendo pela mão dele. Mas ele não parou.

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