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A terceira noite de agosto

Contos de Ménage · aprox. 7 min de leitura · Maiores de 18

O engradado de cerveja pressionava contra meu quadril enquanto eu subia as escadas até o apartamento de Mara. O calor de agosto grudava no meu pescoço, úmido e pesado, e de dentro eu ouvia risadas — a risada dela, clara e familiar, e uma voz mais grave que reconheci na hora: Tom. Três anos haviam passado desde que moramos juntos naquela república. Agora era a república de Mara, diferente, mas o cheiro de madeira velha e especiarias era o mesmo — como um eco do passado. Já no primeiro degrau do patamar, senti o calor percorrer meu corpo, uma mistura de antecipação e desejo puro que pulsava no meu passo.

“Quanto tempo, velho amigo!” Tom abriu a porta, sorrindo largo, a cerveja na mão já meio vazia. Ele parecia o mesmo de sempre: barba por fazer, cabelo bagunçado, olhos vivos e inquisidores. Nos abraçamos, e por um momento senti seu calor, o leve cheiro de suor depois de um longo dia. A mão dele demorou nas minhas costas, uma batida de coração a mais do que o necessário, e senti minha calça apertar — uma primeira ordem indisfarçável do meu corpo. O polegar dele roçou meu pescoço, um gesto que era mais do que amizade, que ultrapassava um limite que nunca tínhamos dito em voz alta.

Mara veio da cozinha, uma taça de vinho tinto na mão, o líquido vermelho balançando na luz. “Finalmente! Achei que você tinha nos esquecido.” Ela riu, e eu tive que engolir seco. Ela tinha mudado — o cabelo mais curto, o olhar mais direto. Aquele olhar, que já me desconcertava antes, tinha ficado, mas agora parecia cavar mais fundo, direto na minha virilha, onde meu pau já pressionava contra o tecido. Coloquei o engradado no chão e me deixei cair na poltrona gasta, o couro rangeu sob mim, mas eu só sentia o calor entre minhas pernas, crescendo, imparável.

Conversas familiares, toques fugazes

A noite começou como muitas antes: falamos sobre os velhos tempos, sobre os professores que odiávamos, sobre as noites em que ficávamos acordados até o amanhecer. Mas desta vez algo era diferente. Talvez fosse o aperto do apartamento, o calor que nem pelas janelas abertas se dissipava. A mão de Tom estava no meu ombro quando ele me deu fogo para o cigarro — a faísca bruxuleou nos olhos dele, e senti o dedo dele roçar meu lábio de leve, uma promessa. O pé de Mara roçou o meu debaixo da mesa, e ela não o puxou de volta. O toque era leve, mas queimava, e senti minha glande pressionar contra o zíper, uma dor surda que me excitava.

“Lembra da festa no terceiro semestre?”, perguntou Tom, recostando-se. “Como dormimos os três no sofá porque ninguém conseguia voltar pra casa?” O olhar dele vagou entre Mara e eu. “Aquilo foi… próximo.” Ele deixou a palavra pairar um momento, pesada como o ar. Mara sorriu, um sorriso escondido que eu conhecia. Naquela época, ela tinha ficado entre nós, apertada, e eu sentira a respiração dela no meu pescoço a noite toda — quente, regular, uma pulsação silenciosa. Mas agora eu imaginava a mão dela naquela época entre minhas pernas, bem perto, e como a respiração dela queimava na minha pele.

“Sim”, eu disse baixo. “Aquilo foi próximo.” Minha voz saiu rouca, e percebi meu corpo tremer, um tremor que vinha do meu pau, que agora estava duro e rijo, um arco inegável na minha calça.

O silêncio ficou pesado, carregado, quase palpável. Levantei-me para pegar outra cerveja e senti o olhar de Mara me seguir, acompanhando meus passos. Quando me virei, ela estava bem atrás de mim, tão perto que senti o perfume dela — baunilha e algo picante, que se misturava com o suor da nuca dela. “Vamos para a sala”, ela disse, e a voz dela soou mais áspera que antes, como veludo em pele áspera. A mão dela pousou no meu quadril, e senti os dedos dela se prenderem no cós da minha calça, um aperto curto e exigente.

Os limites se deslocam

Na sala estava mais escuro, apenas um abajur lançava um brilho quente sobre o sofá, sombras dançavam nas paredes. Tom já tinha se jogado no sofá largo e bateu no lugar ao lado dele. “Vem cá.” Sentei-me, e Mara se deixou cair entre nós, como naquela época. Mas agora ela não era mais a colega tímida. A mão dela pousou na minha coxa, e os dedos começaram a desenhar círculos leves — anéis concêntricos que me puxavam para mais perto. Ao mesmo tempo, senti a mão de Tom no meu braço — um toque firme e quente que me surpreendeu, mas não me soltou. Os dedos dele se cravaram na minha carne, e senti meus poros se abrirem, o suor brotou.

“Eu imaginei isso muitas vezes”, murmurou Mara, com o olhar baixo, os cílios negros contra as bochechas. “Que nós… que fizéssemos isso. Todos os três.” Os dedos dela subiram mais, até tocarem o tecido da minha calça, e senti meu corpo reagir, uma pulsação que batia na minha virilha. Ela pressionou de leve contra o contorno duro do meu pau, e um gemido escapou de mim, incontrolado. Tom se inclinou e beijou o ombro dela, onde a alça do vestido deixava a pele à mostra. Ela suspirou e deixou a cabeça cair para trás, expondo o pescoço, um convite. A língua dele percorreu a carótida dela, e eu vi os mamilos dela endurecerem sob o tecido fino.

“E você?”, ele me perguntou, a voz rouca como cascalho. “Também pensou nisso?”

Eu assenti, incapaz de falar. Minha mão encontrou o joelho de Mara e deslizou lentamente por baixo da saia dela, sobre o tecido quente das coxas. As pernas dela se abriram ligeiramente, um convite silencioso. Tom nos observava, o olhar escuro de desejo, as pupilas dilatadas. Então ele se inclinou para mim e colocou os lábios nos meus. O beijo dele foi surpreendentemente suave, explorador, quase terno. Eu o correspondi, enquanto minha mão continuava a subir, mais alto, até sentir o calor úmido entre as pernas de Mara — a seda dela, o calor dela. Meu dedo deslizou sobre o tecido da calcinha dela, e senti o quanto ela estava molhada, como o tecido se encharcava com a umidade dela. Ela se pressionou contra minha mão, um gemido baixo na minha boca, enquanto a língua de Tom lutava com a minha.

“Tira a roupa dela”, sussurrou Tom, quando se afastou de mim, e eu obedeci. Minhas mãos encontraram a barra do vestido dela, e o puxei por cima da cabeça dela, devagar, saboreando cada centímetro da pele nua dela. Os seios dela caíram livres, pesados e cheios, os mamilos duros como pedrinhas. Tom se inclinou e pegou um na boca, a língua dele circulando, enquanto a mão dele massageava o outro. Eu deixei meu

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